PARASHAT BAMIDBAR – SHAVUOT [5772]

UMA FRASE PARA PENSAR
Quando uma pessoa falece, nem prata, nem ouro, nem pedras preciosas o acompanham, somente a Torá e boas ações.
Pirkei Avot

UM PENSAMENTO PARA ENTENDER
Cultive a alma com esperança; lhe ensine a esperar a aurora com olhos ansiosos.
Por meio de seus sofrimentos, a alma é amaciada para absorver as chuvas.
No entanto, a Primavera chega para aqueles que a desejam.
E assim falam os sábios, ‘pelo mérito da esperança, nossos pais foram redimidos do Egito.’

UMA HISTÓRIA PARA VIVER
Estamos na semana que sempre antecede a Festa de Shavuot, quando ocorreu outorga e recebimento da Torá pelo povo judeu, com instruções para o mundo inteiro em todas as épocas.

A Torá tem instruções para cada momento e situação de nosso dia a dia. Seguir ou não suas orientações pode fazer a diferença nos resultados obtidos (a escolha faz a diferença…)

Seguindo o aprendizado com o centenário do navio Titanic nesse ano, conto uma história sobre dois irmãos com o mesmo sobrenome, mas com destinos tão diferentes baseados nas suas escolhas.

Na virada do século XX, dois dos homens mais ricos e famosos dos Estados Unidos eram dois irmãos judeus chamados Nathan e Isidor Straus. Eles eram os proprietários da famosa loja de Departamento Macy’s e fundadores da A&S (Abraham & Straus).

Os irmãos eram multimilionários, e também conhecidos por sua filantropia e ativismo social.

Em 1912, os irmãos e suas esposas estavam viajando pela Europa, quando Nathan, o sionista mais ardente dos dois, disse um dia de modo impulsivo, “Por que não dar um pulo em Israel? (n.d.e. na época, Israel não era a atração turística que é hoje. Sua população estava devastada pela doença, fome, e pobreza, mas os dois tinham um forte senso de solidariedade com seus irmãos menos afortunados, e também queriam ver a situação dos centros de saúde e bem-estar para onde tinham doado milhões).

No entanto, depois de uma semana Isidor Straus resolveu partir. “Quantos camelos, casebres e yeshivots você pode ver? É hora de partir”, Isidor decretou com impaciência nervosa. Mas Nathan não concordou com seu irmão. Ele não estava alheio às dificuldades em torno dele, era precisamente por isso que queria ficar. “Nós não podemos sair agora”, protestou ele. “Olha quanto trabalho tem que ser feito por aqui.
Nós temos que ajudar. Temos os meios para ajudar. Não podemos dar as costas para nosso povo”.
“Então, vamos enviar mais dinheiro”, seu irmão retrucou. “Eu só quero sair daqui.”
Mas Nathan achou que dinheiro simplesmente não era suficiente. Ele sentiu que era necessária a sua presença para ajudar e consolar os judeus que viviam sob tais circunstâncias terríveis em Israel, junto com sua iniciativa, sua liderança, e suas idéias. Isidor discordou.
Os dois discutiram e, finalmente, Isidor disse: “Ida e eu estamos indo de volta para a América onde nós pertencemos.” Os dois se separaram. Isidor e sua esposa retornaram para a Europa, enquanto Nathan e sua esposa ficaram em Israel, viajando pelo país e contribuindo enormes somas de dinheiro para estabelecimentos de ensino, programas de bem-estar, de saúde e social… para beneficiar os necessitados. Nathan também financiou a criação de uma cidade totalmente nova na costa do Mediterrâneo. E já que seu nome em hebraico era Natan, e foi o doador principal da cidade, os fundadores nomearam a cidade em sua homenagem… Natanya.
Enquanto isso, na Europa, Isidor Straus se preparava para voltar para casa, para a América, a bordo de um transatlântico para o qual também tinha feito reservas para seu irmão, Nathan, e sua esposa. “Você deve deixar Israel AGORA!” Escreveu a seu irmão num telegrama urgente. “Eu tenho reservas para você e se você não chegar aqui em breve, perderá o navio.”
Havia muito trabalho a ser feito e Nathan esperou até o último momento possível para fazer a viagem. No dia em que chegou à Londres, era 12 de abril e o navio já havia deixado o porto de Southampton com Isidor e Ida Straus a bordo. Nathan ficou desconsolado por ter perdido o barco. “Não era um cruzeiro comum, de todos os dias.
Era a viagem mais alardeada em toda a história, o navio mais famoso do século. Era o Titanic.
Nathan Straus, chateado, não tinha idéia que havia sido salvo por milagre de uma tragédia iminente. No entanto, logo percebeu que tinha evitado a morte por muito pouco. Esse sentimento permeou sua consciência para o resto de sua vida e, até sua morte, em 1931, ele prosseguiu suas atividades filantrópicas, com uma intensidade que era incomparável no tempo.
Hoje, Natanya é uma cidade resort, cênica. Tem 200.000 habitantes e é a sede do Comércio de diamantes de Israel – uma das indústrias mais importantes e prósperas no país. E em quase todas as partes da cidade, há alguma pequena lembrança da generosidade de Nathan Straus, sua humanidade, e amor para o seu povo. Seu legado vive.
TENHA UM DIA MUITO BOM, SAUDÁVEL E PRÓSPERO, E SHABAT SHALOM!

MASHIACH PARA NOS REDIMIR
Alguns mandamentos são pertinentes apenas a terra de Israel, e não são aplicáveis fora de suas fronteiras. Independente da máxima do Tzemach Tzedek (o terceiro Rebbe de Lubavitch) de “fazer daqui a terra de Israel”, nós não devemos sentir que é aceitável permancer em exílio por um minuto mais que o necessário. O nosso objetivo continua sendo a terra física de Israel e vinda rápida da Era Messiânica através da chegada de Mashiach.

LEIS E COSTUMES PARA OBSERVAR
TEFILIN
LEMBRAMOS QUE NO DOMINGO E NA SEGUNDA, 27 E 28 DE MAIO DE 2012
NÃO SE COLOCA TEFILIN, POIS ESTAREMOS EM SHAVUOT, VOLTANDO A COLOCAR NA TERÇA, DIA 29 DE MAIO DE 2012
(EM ISRAEL VOLTA-SE A COLOCAR TEFILIN NA SEGUNDA DIA 28 DE MAIO DE 2012).

SÁBADO 26 / MAIO / 12 (1ª NOITE DE SHAVUOT)

ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHAVUOT [Rio de Janeiro: 17:48 / S.Paulo: 18:04]

Acenda as velas somente a partir de uma chama pré-existente*, SOMENTE APÓS O HORÁRIO INDICADO, coloque as mãos na frente dos olhos e fale as seguintes bençãos:

- BARUCH ATÁ A-DO-NAI E-LO-HÊ-NU MELECH HAOLÁM, ASHER KIDESHÁNU BEMITSVOTÁV, VETSIVÁNU LEHADLIC NER SHEL YOM TOV

- BARUCH ATÁ A-DO-NAI, E-LO-HÊ-NU MÉLECH HAOLÁM, SHEHECHEYÁNU
VEKIYEMÁNU VEHIGUIÁNU LIZMAN HAZÉ.

DOMINGO 27 / MAIO / 12 (2ª NOITE DE SHAVUOT)
ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHAVUOT [Rio de Janeiro: 17:48 / S.Paulo: 18:04]

Acenda as velas somente a partir de uma chama pré-existente*, SOMENTE APÓS O HORÁRIO INDICADO, coloque as mãos na frente dos olhos e fale as seguintes bençãos:

- BARUCH ATÁ A-DO-NAI E-LO-HÊ-NU MELECH HAOLÁM, ASHER KIDESHÁNU BEMITSVOTAV, VETSIVÁNU LEHADLIC NER SHEL YOM TOV

- BARUCH ATÁ A-DO-NAI, E-LO-HÊ-NU MÉLECH HAOLÁM, SHEHECHEYÁNU
VEKIYEMÁNU VEHIGUIÁNU LIZMAN HAZÉ.

*Uma chama pré-existente é uma chama ardendo continuamente desde antes
do pôr do sol do início da festa, como uma chama piloto, de gás ou de vela.

CONTAGEM DO OMER
Sétima Semana: Malchut
Nobreza, Soberania, Liderança

A soberania – o último dos sete atributos – é diferente dos seis anteriores. É um estado ao invés de uma atividade. A nobreza é a expressão passiva da dignidade humana, que não tem nada de si mesma, exceto o que recebe das outras seis emoções. A verdadeira liderança é a arte da auto-anulação; é apenas uma reflexão de uma vontade Superior. Por outro lado, Malchut manifesta e realiza o caráter e a majestade do espírito humano. É a fibra que nos faz humanos.
Quando o amor, a disciplina, a compaixão, a resistência e a humildade são canalizadas de forma adequada para a psique através da união, o resultado é Malchut. A união nos alimenta e permite que a soberania floresça. Malchut é o receptáculo de todas as emoções que se afunilam através de Yessod.
Malchut é uma sensação de pertencer a algo: de saber que você importa e que faz diferença, que você tem a capacidade de ser um líder capaz de contribuir para este mundo. Lhe dá independência e confiança, um sentimento de certeza e autoridade. Quando uma mãe balança seu filho nos braços e os olhos da criança se encontram com os da mãe, a criança recebe a seguinte mensagem:
“Sou querido e precisam de mim neste mundo. Tenho um lugar confortável onde sempre serei amado. Não tenho nada a temer. Me sinto como um rei no coração.”
Isto é Malchut, realeza.
Durante a próxima semana, siga essa tabela para cumprir uma mitsvá por dia! Basta dizer a frase da contagem em hebraico (ou português), até as 17:20 do dia seguinte (Sábado de noite é o quadragésimo terceiro dia por exemplo, assim como Domingo de dia, Domingo de noite já é o quadragésimo quarto dia), o exercício é opcional…

Sábado19/Mai
“HOJE SÃO QUARENTA E TRÊS DIAS QUE SÃO SEIS SEMANAS E UM DIA DO OMER”
“HAIOM SHLOSHAH VEARBAIM IOM SHEHEM SHISHAH SHAVUOT VEIOM ECHAD LAOMER”
“Chessed de Malchut” (Bondade na Nobreza)
Faça algo bondoso para seus subordinados.

Domingo 20/Mai
“HOJE SÃO QUARENTA E QUATRO DIAS QUE SÃO SEIS SEMANAS E QUATRO DIAS DO OMER”
“HAIOM ARBAÁ VEARBAIM IOM SHEHEM SHISHAH SHAVUOT USHLOSHAH IAMIM LAOMER”
“Guevurah de Malchut” (Disciplina na Nobreza)
Antes de tomar alguma medida autoritária quanto a algum assunto, pare e pense se você tem o direito.

Segunda 21/Mai
“HOJE SÃO QUARENTA E CINCO DIAS QUE SÃO SEIS SEMANAS E TRÊS DIAS DO OMER”
“HAIOM CHAMISHAH VEARBAIM IOM SHEHEM SHISHAH SHAVUOT USHLOSHAH IAMIM LAOMER”
“Tiferet de Malchut” (Compaixão na Nobreza)
Reveja uma área onde você exerce autoridade e veja se você pode.

Terça 22/Mai

"HOJE SÃO QUARENTA E SEIS DIAS QUE SÃO SEIS SEMANAS E QUATRO DIAS DO 
OMER"

"HAIOM SHISHAH VEARBAIM IOM SHEHEM SHISHAH SHAVUOT VEARBAAH IAMIM 
LAOMER”

“Netzach de Malchut” (Resistência na Nobreza)

"Aja em algo em que você acredita mas só tentou até agora. Faça a coisa certa!

Quarta 23/Mai

“HOJE SÃO QUARENTA E SETE DIAS QUE SÃO SEIS SEMANAS E CINCO DIAS DO OMER”

“HAIOM SHIVAH VEARBAIM IOM SHEHEM SHISHAH SHAVUOT VECHAMISHAH IAMIM LAOMER”
“Hod de Malchut” (Humildade na Nobreza)
Reconheça HaShem por ter criado você com dignidade pessoal.

Quinta 24/Mai
“HOJE SÃO QUARENTA E OITO DIAS QUE SÃO SEIS SEMANAS E SEIS DIAS DO
OMER ”
“HAIOM SHMONAH VEARBAIM IOM SHEHEM SHISHAH SHAVUOT VESHISHAH IAMIM LAOMER ”
“Yessod de Malchut” (União na Nobreza)
Realize sua soberania intensificando sua união com alguém próximo.

Sexta 25/Mai
“HOJE SÃO QUARENTA E NOVE DIAS QUE SÃO SETE SEMANAS DO OMER”
“HAIOM TISHÁ VEARBAIM IOM SHEHEM SHIVAH SHAVUOT LAOMER ”
Malchut de Malchut (Nobreza da Nobreza)
Tire um momento para concentrar-se em si, no seu verdadeiro ser interior; não em seu desempenho e em como você se mostra aos outros; e fique em paz consigo mesmo, sabendo que D’us criou uma pessoa muito especial que é você.

A PARASHÁ DA SEMANA EM ALGUMAS LINHAS
Parashat Bamidbar
Nessa Parashá, D’us diz a Moshé que ele e Aharon deverão contar o povo de Israel: homens de vinte anos para cima, todos aqueles que puderem ir para a guerra. O total de homens contados nessa idade, nas doze tribos foi de 603.550. A tribo de Levi foi contada separadamente e a sua contagem foi de 22.000, de um mês de idade para cima.

Horário de acendimento das velas de Shabat
[dia 25/MAIO/2012– 4 Sivan 5772]
Acenda as velas somente antes do horário indicado. Coloque as mãos na frente dos olhos e fale a seguinte benção:

Baruch Atá A-Do-Nai E-Lo-Hê-Nu Melech Haolám, Asher Kideshánu Bemitsvotav, Vetsivánu Lehadlic Ner Shel Shabat Kodesh

No Rio de Janeiro: 16:54Hs e em S. Paulo: 17:11Hs; JERUSALEM: 18:56Hs TEL AVIV: 19:16Hs

ROSH CHODESH SIVAN será na segunda à noite (21/maio) e continua na terça de dia (22/maio/12)

Parashiot Behar Bechukotai [5772]

UMA FRASE PARA PENSAR
O Homem foi criado por último por uma razão:
Se ele merecer, ele terá toda a natureza a seu serviço; se não merecer, terá toda a natureza escalada contra ele.
Pinchas Shapiro, o Tsadik de Koretz

UM PENSAMENTO PARA ENTENDER
A escravidão do Egito representa a prisão ao seu próprio ego.
Todo dia, cada momento, deve ser um êxodo do ego.
Se você não está saindo do Egito, você está lá de volta.

UMA HISTÓRIA PARA VIVER
Estamos no período entre dois eventos que aconteceram há 100 anos atrás e que compartilham um tema em comum com as Porções da Torá dessa semana.
No dia 15 de abril de 1912, às 2:20 da madrugada, a 350 milhas ao largo da Ilha de Terra Nova, Titanic o transatlântico mais luxuoso de sua época, considerado por alguns como inafundável, sucumbiu às águas geladas do Atlântico Norte, afundou deixando 1514 mortos, e 710 sobreviventes.

No dia 22 de maio de 1912, primeiro dia de Shavuot de 5762, o Rebe Rashab começou a distribuir seu l Livro monumental: Hemshech Ayin Beit, em Lubavitch na Bielorússia.

O desastre do Titanic tomou conta da imaginação de gerações do século passado. Um século depois que o navio atingiu um iceberg, e três anos após a morte do último sobrevivente do Titanic, o desastre parece tão familiar como se tivesse acontecido ontem.

De todos os desastres por que este ainda nos fascina tanto 100 anos depois? Qual era o contexto da mentalidade do início do século 20, quando o grande navio foi construído, e depois partiu em sua fatídica – e solitária – viagem.

O ano de 1912 foi um divisor de águas na história. Foi uma fase de transição entre uma velha ordem mundial e uma nova. As agitações da revolução tremiam a Rússia czarista, a Europa seria muito em breve tragada por sua guerra mais sangrenta, e se isso não fosse suficiente – uma guerra ainda mais sangrenta seguiria à primeira.

A Revolução Industrial tinha atingido o seu pico, apresentando para o mundo grandes mudanças revolucionárias: da máquina a vapor à eletricidade, da produção em massa à prosperidade econômica sem precedentes nunca antes vista na terra.

Liberdade e democracia floresceram, os direitos humanos eram respeitados, substituindo os antigos modelos de monarcas despóticos, ditadores e autocratas governantes com autoridade absoluta, e religiões ‘primitivas’.

Com este cenário, neste ambiente de enorme euforia, o Titanic foi construído – o objeto maior e mais luxuoso feito pelo homem na Terra naquela época:

Salas de estar opulentas, salas de jantar de luxo, quartos suntuosos com tetos ornamentados e lustres magníficos, e uma elegante e grandiosa escadaria. Ele tinha elevadores, bibliotecas, uma piscina, um banho turco, ginásio, quadra de esporte, e até mesmo uma orquestra; tudo para saciar os desejos dos 325 passageiros da primeira classe, bem como todo o resto. Ele também tinha um poderoso telégrafo sem fios para a conveniência de passageiros, bem como para utilização operacional. Dentre os passageiros do Titanic algumas das pessoas mais ricas do mundo.

Sua dispensa contava com cinquenta caixas de pasta de dente, mais de 130.000 quilos de carne e de peixe, 1.750 quilos de sorvete, um automóvel Renault de 35 cavalos de potência, uma central telefônica, oito mil talheres, vinte e nove caldeiras, cinco pianos de cauda, 20.000 garrafas de cerveja, 1.500 garrafas de vinho e 8.000 charutos para uso por passageiros da primeira classe, sete rolos de Torá de propriedade de Hersh L. Siebald, bem como comida casher. O preço mais caro era a suite deluxe por £ 900, ou US $ 4.500, o equivalente a 55.000 dólares hoje (considere que uma casa comum na época podia ser comprada por menos de US $ 1.000).

O último jantar servido no salão de primeira classe, teve 11 serviços.

O naufrágio do Titanic poderoso expôs as falhas, de tal arrogância.

Poucos anos depois, na I Guerra Mundial, morreriam mais de 40 milhões de pessoas, e duas décadas depois aconteceria o capítulo mais negro em toda a história: a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto, matando mais de 60 milhões de pessoas!

As sementes da catástrofe foram semeadas antes, mas em 1912, quando o mundo estava em alta, ninguém podia ver a desgraça iminente.

No entanto um homem, numa pequena cidade na Rússia, sabia algo que os outros não viram.

Uma doença é precedida por sua cura. O Rebe Rashab nos proporcionou um antídoto para a auto-destruição que cresce com a auto-adoração.

O Rebe Rashab tinha uma visão panorâmica de sua geração, e antecipou os desafios que temos pela frente, e depois apresentou um plano de como se preparar para estas novas mudanças, antecipar as suas responsabilidades e construir um futuro melhor.

A grande oportunidade e o desafio de 1912 – sintetizados pelo Titanic – foram equilibrar o poder e a humildade, como ter sucesso e prosperar… sem se auto-destruir. O Titanic simbolizava o melhor e o pior da época: tamanho e opulência; arrogância pura e orgulho vaidoso.

O tema marcante do livro “o ano 5672″ – é a busca de uma interface entre os nossos egos ‘egoístas’ e a abnegação Divina; entre nossa existência superficial e a realidade Divina maior.

A vida como a conhecemos pode tornar-se egoísta, comodista e narcisista, desapegada de qualquer coisa, e servindo a si mesmo. Tal dissonância e vaidade contém o germe de toda a destruição.

Sua fórmula é um algoritmo para criar as interfaces necessárias entre o sucesso material e a espiritualidade, entre uma vida de luxo e um propósito maior, entre o Titanic da matéria e o Titanic do espírito.

Enquanto o universo estava à beira da aniquilação em 1912, recebemos do Rebe Rashab o elo perdido – a partícula de D’us dentro de existência – que, quando acessado, nos permite direcionar nossa energia humana, vontade e ambição, para a sua finalidade: gerar poderosas ondas de energia Divina, através dos nossos atos de virtude e bondade , que transformará o mundo numa casa divina. Precisamos aplicar isso, levar da teoria à prática.

O Titanic, como o nome indica, simbolizava o exagerado, desproporcional, a confiança super-humana que definiu o início do século 20. O homem podia fazer tudo. O homem era mais forte que D’us. O homem acertava tudo. Somos grandes demais para falhar.

É difícil ignorar os paralelos entre o Titanic e a Torre de Babel, construída por homens arrogantes para enfrentar o D’us Celestial.

Mas depois … veio o naufrágio do Titanic.

Nietzsche disse: D’us está morto.

D’us: Nietzsche está morto.

A natureza auto-destrutiva de Sodoma, que se sentia totalmente auto-suficiente, “o que é meu é meu, o que é seu é seu”, com a crença arrogante de que nós, seres humanos, não temos a necessidade do outro.

A única cura para a auto-adoração, explica o Rebe Rashab, é a humildade – bitul – uma força que nos permite transcender a nós mesmos, ao ego, à cegueira e à presunção que inevitavelmente vem com todo o sucesso.

O mundo inteiro – com todos os avanços conquistados e o orgulho – foi arremessado para o abismo, cavando sua própria sepultura, mergulhando em sua arrogância auto-concebida, com as piores consequências possíveis.

Mas há algo muito maior do que o reconhecimento da loucura humana e da queda do ego que se ilude em pensar que é todo-poderoso. Esta mensagem não necessita de um magnum opus de 1500 páginas.

A cura não é através da destruição a inovação e o sucesso. Também não é aniquilar o orgulho com os nossos sucessos. Precisamos sim aproveitar, canalizar e direcionar nossos triunfos humanos para a causa Divina. O objetivo não é eliminar o ego, mas transformá-lo.

Infelizmente, a raça humana não se tornou humilde através da auto-disciplina (como prescrita pelo livro Ayin Beit), mas pela devastação – as terríveis duas Guerras Mundiais e o inferno que consumiu a terra.

Nós não soubemos apreciar a lição de 100 anos atrás. Mas agora temos a oportunidade de fazê-lo.

E o timing não poderia ser melhor: Como nós estamos no alvorecer do século 21, a nossa revolução tecnológica é muito maior do que em 1912, e continua acelerando a uma velocidade de tirar o fôlego.

Por outro lado temos hoje uma outra quota de vícios – a arrogância, o orgulho e a ganância – como demonstrado em nossos mais recentes colapsos econômicos.

Uma das porções semanais dessa semana fala sobre o Har Sinai (Behar = Na montanha… do Sinai). Sabemos que o Monte Sinai foi escolhido para ser o local onde seria entregue a Torá por causa de sua humildade. Enquanto existiam outras montanhas maiores, o Monte Sinai foi escolhido por valorizar suas qualidades mas se manter humilde e discreto ao mesmo tempo.

TENHA UM DIA MUITO BOM, SAUDÁVEL E PRÓSPERO, E SHABAT SHALOM!

MASHIACH PARA NOS REDIMIR
A Torah diz, “Uma mulher que concebe e carrega um filho…” (Lev. 12:2)
“Mulher” é uma metáfora comum para a nação Judia. “Concebe”, em Hebraico significa literalmente “dar semente”, e é analogo a performance de boas ações.
Carregar uma criança é a Redenção final. A performance de mitzvot é comparada a plantar a semente, por que uma pequena amostra pode ser o ponto inicial para abundância de boa colheita.
Do mesmo modo, apenas uma mitzva pode ser a fonte de abundância Divina
(Ohr HaChayim como elucidado em Ohr HaTorah)

CONTAGEM DO OMER
Sexta Semana: Yessod
União, Fundação

A união é a conexão emocional última. Enquanto as primeiras 5 qualidades (amor, disciplina, compaixão, resistência e humildade) são interativas, elas ainda manifestam uma dualidade: quem ama e quem é amado. A ênfase é nos sentimentos do indivíduo, não necessariamente em uma mutualidade. A união, por outro lado, é uma fusão completa dos dois.

Sem união, nenhum sentimento pode ser verdadeiramente percebido. União quer dizer conexão; não apenas sentir pelo outro, mas estar ligado a este. Não apenas um compromisso, mas total devoção. Ela cria um canal entre doador e receptor. A união é eterna. Ela desenvolve uma união eterna que vive para sempre no fruto que gera.

A união é a fundação da vida, a espinha dorsal emocional da psique humana. Toda pessoa precisa de união para florescer e crescer. A união entre mãe e filho; entre marido e mulher; entre irmãos e irmãs; entre amigos próximos. União é afirmação; causa uma sensação de pertencer a algo; que “eu importo”, “eu sou significativo e importante”. Estabelece confiança- confiança em você e confiança em outros. Sem união e estímulo não podemos ser nós mesmos.

A união canaliza as prévias qualidades para uma conexão construtiva, dando um sentido de “fundação”. Enquanto os outros sentimentos são emoções individuais, histórias separadas de uma construção e cada uma delas um componente necessário da experiência humana, a união as direciona e integra criando uma fundação sobre a qual a estrutura das emoções humanas se assenta firme. União é dar tudo de si mesmo, não uma parte, não é uma emoção, mas todas elas.

Assim Yessod completa o espectro das primeiras seis emoções.

A fundação de Yessod é diferente de uma fundação comum. Ela não apenas repousa sob os níveis mais altos da estrutura, mas os envolve. A pedra fundamental da psique emocional não pode permanecer separada, mas deve incluir e permear todas as emoções. Só assim a união pode ser construtiva e duradoura.

Durante a próxima semana, siga essa listagem para cumprir uma mitsvá por dia! Basta dizer a frase da contagem em hebraico (ou português), até as 17:30 do dia seguinte (Sábado de noite é o trigésimo sexto dia por exemplo, assim como Domingo de dia, Domingo de noite já é o vigésimo terceiro dia), o exercício é opcional…

Sábado 12/Maio
“HOJE SÃO TRINTA E SEIS DIAS QUE SÃO QUATRO SEMANAS E OITO DIAS DO OMER”
“HAIOM SHISHAH USHLOSHIM IOM SHEHEM ARBAAH SHAVUOT VESHISHAH IAMIM LAOMER”
“Chessed de Yessod” (Bondade na União)
Demonstre a união que você tem com seu filho ou amigo
através de um ato de amor

Domingo 13/Maio
“HOJE SÃO TRINTA E SETE DIAS QUE SÃO CINCO SEMANAS E DOIS DIAS DO OMER”
“HAIOM SHIVAH USHLOSHIM IOM SHEHEM CHAMISHAH SHAVUOT USHNEI IAMIM LAOMER ”
“Guevurah de Yessod” (Disciplina na União)
Reveja as suas experiências de união e veja se
elas precisam de mais disciplina ou de alguma mudança

Segunda 14/Maio
“HOJE SÃO TRINTA E OITO DIAS QUE SÃO CINCO SEMANAS E TRÊS DIAS DO OMER”
“HAIOM SHMONAH USHLOSHIM IOM SHEHEM CHAMISHAH SHAVUOT USHLOSHAH IAMIM LAOMER”
“Tiferet de Yessod” (Compaixão na União)
Ofereça ajuda e apoio a alguém com quem você se uniu.

Terça 15/Maio
“HOJE SÃO TRINTA E NOVE DIAS QUE SÃO CINCO SEMANAS E QUATRO DIAS DO OMER ”
“HAIOM TISHAH USHLOSHIM IOM SHEHEM CHAMISHAH SHAVUOT VEARBAAH IAMIM LAOMER”
“Netzach de Yessod” (Resistência na União)
Demonstre o nível de resistência da sua união enfrentando um desafio que obstrua esta união ativamente em uma boa causa.

Quarta 16/Maio
“HOJE SÃO QUARENTA DIAS QUE SÃO CINCO SEMANAS E CINCO DIAS DO OMER ”
“HAIOM ARBAIM IOM SHEHEM CHAMISHAH SHAVUOT VECHAMI-
SHAH IAMIM LAOMER”
“Hod de Yessod” (Humildade na União)
Quando rezar, reconheça especificamente a ajuda de HaShem em sua união com os outros.

Quinta 17/Maio
“HOJE SÃO QUARENTA E UM DIAS QUE SÃO CINCO SEMANAS E SEIS DIAS DO OMER”
“HAIOM ECHAD VEARBAIM IOM SHEHEM CHAMISHAH SHAVUOT VESHISHAH IAMIM LAOMER”
“Yessod de Yessod” (União na União)
Comece a se unir com uma nova pessoa (ou experiência)
que é importante para você reservando um tempo cada dia ou cada semana
com ela de forma construtiva.

Sexta 18/Maio
“HOJE SÃO QUARENTA E DOIS DIAS QUE SÃO SEIS SEMANAS DO OMER”
“HAIOM SHNAIM VEARBAIM IOM SHEHEM SHISHAH SHAVUOT LAOMER”
“Malchut de Yessod” (Nobreza na União)
Enfatize e destaque as capacidades daquele a quem você se une.

A PARASHÁ DA SEMANA EM ALGUMAS LINHAS
Parashat Behar
Essa Parashá começa com a mitsvá da Shmitá (ano sabático). Por seis anos devemos semear o campo e plantar nos vinhedos e no sétimo ano a terra deve descansar. Ao fim do sétimo ano sabático, no 50º ano, é proclamado um ano de Jubileu.
Parashat Bechukotai
Essa é a última Parashá do livro de Vayikrá. Essa Parashá começa falando o que acontece se o povo de Israel segue os estatutos Divinos: receberão chuvas na estação apropriada, a terra dará os seus frutos, as árvores do campo darão seus frutos, etc. Depois de descrever as várias bênçãos que recebemos se seguirmos os mandamentos Divinos, a Torá descreve as punições que irão acontecer ao povo judeu se (D’us nos livre) eles abandonarem as mitsvot.

Horário de acendimento das velas de Shabat
[dia 18/MAIO/2012– 26 Yiar 5772]
Acenda as velas somente antes do horário indicado. Coloque as mãos na frente dos olhos e fale a seguinte benção:

Baruch Atá A-Do-Nai E-Lo-Hê-Nu Melech Haolám, Asher Kideshánu Bemitsvotav, Vetsivánu Lehadlic Ner Shel Shabat Kodesh

No Rio de Janeiro: 16:56Hs e em S. Paulo: 17:13Hs; JERUSALEM: 18:51Hs TEL AVIV: 19:11Hs

[] Parashat Emor [5772]

UMA FRASE PARA PENSAR
Se eu tentar ser que nem ele, quem será que nem eu?
Provérbio Yidishe

UM PENSAMENTO PARA ENTENDER
Para um ativista judeu num país árabe perigoso:
Desenvolva seu temor a D’us e você diminuirá o medo de outros seres humanos.

UMA HISTÓRIA PARA VIVER
O nome da Parashá dessa semana é “Emor”, “Fale”.
Falar é um instrumento importante que deve ser usado para o bem. No judaísmo “falar” está ligado com educação (como no caso dessa parashá), e também com o poder (está escrito que o Rei governa por meio da fala).

Uma das questões mais importantes sobre a fala -e isso é muito atual-, refere-se à famosa expressão: “Faça o que eu falo, mas não o que eu faço.”

É muito importante ser autêntico e coerente, agindo em sintonia com o que se fala.

Um dos sinais para a chegada de Mashiach é quando todos forem autênticos, mesmo expressando alguma coisa negativa (?!).

Essa história ilustra bem esse ensinamento importante.

Espalhou-se um boato que um conhecido conferencista judeu profissional, sobre assuntos de Torá, era visto freqüentemente na companhia de outros judeus que tinham deixado de ser religiosos e não seguiam mais uma vida ligada à Torá e as Mitsvot (mandamentos Divinos).
Em suma, o orador não praticava o que pregava.

Um dia, este conferencista chegou na cidade de Brisk, onde o rabino Chaim Soloveitchik era o rabino-chefe e Rosh Yeshivá (diretor da yeshivá). Após a confirmação sobre o comportamento duvidoso daquele homem, o rabino o proibiu de falar em qualquer sinagoga na cidade.

Imediatamente, o palestrante veio ao rabino e disse:
“Por favor, o senhor pode me ouvir falar. Isso vai provar que eu sou 100% casher.
Do começo ao fim, o meu discurso é cheio de sabedoria baseada na Torá, nos princípios de ética e valores que tem sido transmitido entre o nosso povo há muitas gerações. Por que, então, o Rav me proibiu de falar nas sinagogas de Brisk?”

“Mesmo se suas palavras são verdadeiras e corretas”, o rabino Chaim respondeu: “Eu não vou mudar minha mente e deixá-lo falar nesta cidade. Você não deve ter nenhuma dúvida que mesmo se uma carne é abatida por um shochet experiente, autorizado, e casherizada de acordo com todos os requisitos da lei judaica, se ela é, então cozida em panela não casher, a carne torna-se completamente não casher.

“Da mesma forma, conceitos que emergem da boca de um homem sem temor a D’us, inevitavelmente, terá uma influência negativa sobre aqueles que os ouvem.”

Nota biográfica:
Rabi Chaim HaLevi Soloveitchik (1853-1821 Av. 1918) sucedeu seu pai como rabino-chefe e Rosh Yeshivá de Brisk em 1892. Sua metodologia analítica revolucionou o estudo em profundidade do Talmud até hoje.

TENHA UM DIA MUITO BOM, SAUDÁVEL E PRÓSPERO, E SHABAT SHALOM!

MASHIACH PARA NOS REDIMIR
Na benção Hamotsi sobre o pão, nós dizemos:
“Abençoado és Tu, Nosso D’us, Rei do Universo, que tira o pão da terra.”

Por que nós agradecemos a D”us por “tirar o pão da terra” quando na realidade é o trigo que nasce da terra, e depois será assado como pão?
De acordo com o Talmud, quando Mashiach chegar, a tera produzir pão pronto. E nossos sábios instituiram essa benção com essas palavras em específico em antecipação a era Messiânica.
(Toldot Yitzchak)

CONTAGEM DO OMER
SEMANA CINCO: HOD: Humildade
Se a resistência é o motor da vida, a humildade é o seu combustível.
Da mesma forma que a Disciplina dá um foco à Bondade, Humildade dá à Resistência uma direção. A humildade é o parceiro silencioso da resistência. Sua força é o silêncio. Seu esplendor está no seu repouso.
A humildade – com a sua conseqüente maleabilidade – não deve ser confundida com fraqueza ou falta de auto-estima. Humildade é modéstia, o reconhecimento desta (da raiz da palavra hebraica “hodaah”). É dizer “obrigado” a HaShem. É o reconhecimento claro das suas qualidades e capacidades e saber que elas não são suas; foram dadas por HaShem para um propósito mais alto do que satisfazer às suas próprias necessidades. Humildade é modéstia; é reconhecer quão pequeno você é, o que lhe permite perceber o quão grande pode chegar a ser. Isto faz a humildade formidável.
A resistência capta sua energia do reconhecimento da humildade. A resistência humana vai apenas até o seu nível de tolerância. Saber que suas capacidades vêm de um lugar mais alto lhe dá o poder de resistir além da sua capacidade. Lhe dá uma parte da resistência Divina.

Uma xícara cheia não pode ser preenchida. Quando você está cheio de si e de suas necessidades, “Eu e nada mais”, não há espaço para mais nada.
Quando você se “esvazia” diante de algo maior que você , sua capacidade de receber cresce além dos seus limites anteriores.
Humildade é a chave para a transcendência, para alcançar além de si mesmo/ Só a humildade lhe dá o poder da total objetividade.

Humildade é sensibilidade. É a “vergonha” saudável ao perceber que você pode ser melhor do que é e que pode esperar mais de si mesmo.

Apesar da humildade ser silenciosa, não é uma nulidade. É uma expressão dinâmica de vida que inclui todas as sete qualidades da bondade, disciplina, compaixão, resistência, humildade, união e soberania. A humildade é ativa, não passiva, não é um estado de ser mas uma interação, mesmo na sua calma e tranqüilidade.
Durante a próxima semana, siga essa tabela para cumprir uma mitsvá por dia! Basta dizer a frase da contagem em hebraico (ou português), até as 17:30 do dia seguinte (Sábado de noite é o vigésimo nono dia por exemplo, assim como Domingo de dia, Domingo de noite já é o vigésimo terceiro dia), o exercício é opcional…

Sábado, 5 de maio
“HOJE SÃO VINTE E NOVE DIAS QUE SÃO QUATRO SEMANAS E UM DIA DO OMER”
“HAIOM TISHAH VEESSRIM IOM SHEHEM ARBAAH SHAVUOT VEIOM ECHAD LAOMER”
“Chessed de Hod” (Bondade na Humildade)
Antes de rezar com humildade e reconhecimento de Hashem, dê Tzedakah. Isto irá melhorar suas preces.

Domingo, 6 de maio
“HOJE SÃO TRINTA DIAS QUE SÃO QUATRO SEMANAS E DOIS DIAS DO OMER”
“HAIOM SHLOSHIM IOM SHEHEM ARBAAH SHAVUOT USHNEI IAMIM LAOMER”
“Guevurah de Hod” (Disciplina na Humildade)
Foque sua relutância em se comprometer com uma dada área e veja se ela se origina de um lugar saudável, humilde.

Segunda, 7 de maio
“HOJE SÃO TRINTA E UM DIAS QUE SÃO QUATRO SEMANAS E TRÊS DIAS DO OMER”
“HAIOM ECHAD USHLOSHIM IOM SHEHEM ARBAAH SHAVUOT USHLOSHAH IAMIM
LAOMER”
“Tiferet de Hod” (Compaixão na Humildade)
Expresse um sentimento de humildade com um ato de Compaixão.

Terça, 8 de maio
“HOJE SÃO TRINTA E DOIS DIAS QUE SÃO QUATRO SEMANAS E QUATRO DIAS DO OMER”
“HAIOM SHNAIM USHLOSHIM IOM SHEHEM ARBAAH SHAVUOT VEARBAAH IAMIM LAOMER”
“Netzach de Hod” (Resistência na Humildade)
Demonstre a força de sua humildade iniciando ou participando ativamente em uma boa causa.

Quarta, 9 de maio
“HOJE SÃO TRINTA E TRÊS DIAS QUE SÃO QUATRO SEMANAS E CINCO DIAS DO OMER”
“HAIOM SHLOSHAH USHLOSHIM IOM SHEHEM ARBAAH SHAVUOT VECHAMISHAH IAMIM LAOMER ”
“Hod de Hod” (Humildade na Humildade)
Seja humilde apenas por ser.

Quinta, 10 de maio
“HOJE SÃO TRINTA E QUATRO DIAS QUE SÃO QUATRO SEMANAS E SEIS DIAS DO OMER”
“HAIOM ARBAAH USHLOSHIM IOM SHEHEM ARBAAH SHAVUOT VESHISHAH IAMIM LAOMER ”
“Yessod de Hod” (União na Humildade)
Use sua humildade para construir algo duradouro.

Sexta, 11 de maio
“HOJE SÃO TRINTA E CINCO DIAS QUE SÃO QUATRO SEMANAS E SETE DIAS DO OMER”
“HAIOM CHAMISHAH USHLOSHIM IOM SHEHEM ARBAAH SHAVUOT VESHIVAH IAMIM LAOMER”
“Malchut de Hod” (Nobreza na Humildade)
Ensine a alguém como a humildade e a modéstia reforçam a dignidade humana.

A PARASHÁ DA SEMANA EM ALGUMAS LINHAS
Parashat Emor
Os Cohanim são ordenados a evitar contato com os corpos de mortos e a manter um alto padrão de pureza ritual. A Parashá explica as leis de preparação do azeite da Menorá e do pão (Lechem Panim) no Templo.
As características específicas das festas são descritas e a nação é lembrada a não fazer certos trabalhos durante essas festas.

Horário de acendimento das velas de Shabat
[dia 11/MAIO/2012– 19 Yiar 5772]
Acenda as velas somente antes do horário indicado. Coloque as mãos na frente dos olhos e fale a seguinte benção:

Baruch Atá A-Do-Nai E-Lo-Hê-Nu Melech Haolám, Asher Kideshánu Bemitsvotav, Vetsivánu Lehadlic Ner Shel Shabat Kodesh

No Rio de Janeiro: 16:59Hs e em S. Paulo: 17:16Hs; JERUSALEM: 18:46Hs TEL AVIV: 19:07Hs

Parashiot Acharei Mot – Kedoshim [5772]

UMA FRASE PARA PENSAR
D’us não predetermina se um homem será um Justo ou um Perverso; isso ele deixa para o próprio homem.
Tanhuma Pekudei

UM PENSAMENTO PARA ENTENDER
O mundo é uma parábola, duas histórias acontecem ao mesmo tempo, uma camada em cima da outra.
Por fora, é a história de um monstro chamado realidade, com seu exército de amigos e animais intimidantes.
Do lado de dentro, é a história de D’us sozinho com você,
E todos esses desafios são nada menos que expressões de Seu amor, para te trazer mais perto.
O mundo é uma parábola, e você escolhe em que canal quer viver.

UMA HISTÓRIA PARA VIVER
A segunda Porção da Torá dessa semana fala sobre Kedoshim. Um mandamento para que sejamos todos sagrados.
No seder de Pessach desse ano soube de uma história fantástica que aconteceu com um amigo meu, contada por ele mesmo. Para preservar sua privacidade, chamaremos o casal de Daniel e Sara.

No dia anterior Daniel ficou um bom tempo conversando com sua esposa sobre suas vidas, as mudanças, as necessidades, e o que poderiam fazer para melhorar e dar uma virada para cima.

A família inteira estava começando a voltar às suas raízes, participando de aulas de Torah, freqüentando casas no Shabat, conversando com Rabinos, e ele estava querendo mais. Eles concordaram que seria positivo passar a colocar Tefilin todos os dias. No entanto tinha um problema: Daniel não tinha um par de Tefilin desde o seu Bar Mitsvah! Sua esposa Sara então ligou para um rabino com quem tinham contato mas não consegui contatá-lo.

Depois de algum tempo tentando, e ainda sem sucesso, resolveram cada um seguir com sua rotina diária e Sara foi para a agência de seu banco, aonde não ia havia vários meses.

Ela chegou no banco e teve que esperar por 2 horas e meia já que sua gerente não se encontrava e havia dezenas de números de senha na sua frente.

Depois de algumas horas apareceu a gerente que foi de um lado para o outro do banco e de repente apareceu com uma sacola e lhe entregou dizendo: “Tome, isso é do teu marido. Está aqui há um tempão esperando pelo Daniel e eu não tinha como te entregar pois vocês não apareciam no banco. Toma que é dele!” Dentro da sacola estava um par de Tefilin novos sem uma identificação clara de quem era o dono.

Sara ficou muito surpresa, pois tinham acabado de falar sobre a vontade de colocar os Tefilin e não esperava ganhar um par assim de presente muito menos ainda dentro de uma agência de banco. Ela foi então até a casa do Rabino perguntar sobre o que ele achava e se poderia ficar como eles ou se devolveria devolver (nesse caso para quem). O Rabino disse que não tinha uma identificação clara de quem era o dono em particular pois parecia ser para uso comunitário.

Assim que possível, Daniel colocou os Tefilin assim como D’us ordenou a todos os homens judeus a partir de seus 13 anos de idade. No entanto, tinha outro problema, Daniel não sabia direito como colocar.

Ele então entrou na Internet pois estava muito ansioso para começar a cumprir essa mitsvá tão importante. Ele então achou no youtube mostrava tintim por tintim como colocar os Tefilin e então ele cumpriu a Vontade Divina muito emocionado… ainda sem acreditar como de repente e tão rapidamente tinha ganhado um par de Tefilin de presente!

Ele então colocou os Tefilin e a história não para aí.

No dia seguinte Daniel veio me contar pessoalmente sua história e pediu um conselho com relação à devolução dos Tefilin e para quem.

Além de tudo ele ainda estava preocupado em ser o mais correto possível, sem querer usar algo que não lhe pertencesse. Expliquei que nada era por acaso e que o fato de ter recebido um par de Tefilin poucas horas depois de ter manifestado a vontade de colocá-los, vindo da gerente de um banco onde sua esposa não visitava há meses, era um milagre!

Esses Tefilin claramente eram para ele. No entanto, como percebi que tinham alguns sinais identificáveis na bolsa dos Tefilin, expliquei isso a eles que concordaram que eu perguntasse ao provável dono o que poderia ser feito. Assim que possível lhe contei a história e ele concordou que Daniel ficasse com os Tefilin, e que eu pedisse ao Projeto Tefilin Bank que lhe enviassem um par de Tefilin próprios do Daniel. Assim eu fiz e Daniel nos mostrou como se tornar Kadosh, sagrado e D’us responde rápido e de forma positiva!

TENHA UM DIA MUITO BOM, SAUDÁVEL E PRÓSPERO, E SHABAT SHALOM!

MASHIACH PARA NOS REDIMIR

Tem aqueles que argumentam que nossa geração, com todos os seus problmas, fraquezas e apatia, não está própria para Moshiach.
Como é possível que nossa geração sera merecedora de ver todas as revelações da redenção futura, revelações de tal magnitude que as nobres e gloriosas gerações do passado não tiveram o mérito de ver?
Por acaso a nossa geração é melhor do que as outras passadas?
Na verdade isso é uma prova de que agora é o momento para a revelação de Moshiach, como nossos Sábios dizem:
“Moshiach virá b’hesech hadaat” (Lit. “num momento de esquecimento”) quando não estamos esperando por ele.

CONTAGEM DO OMER
QUARTA SEMANA:
NETZACH
Resistência, Ambição

Resistência e ambição são uma combinação de determinação e tenacidade. É um equilíbrio entre paciência, persistência e coragem. Resistência é, também, ser confiável, saber que se pode contar com você, o que estabelece segurança e compromisso. Sem resistência, qualquer bom projeto ou boa intenção não tem chance de sucesso.

Resistência quer dizer estar vivo, ser guiado por objetivos saudáveis e produtivos. É estar pronto para lutar pelo que se acredita, ir até o fim. Sem este compromisso qualquer atitude se torna fria e vazia. Resistência é a energia que vem de dentro e não para diante de nada até os objetivos serem atingidos. 
Isto, claro, com o cuidado de se usar esta resistência de forma saudável e produtiva.

Pergunte-se: 
- Quão comprometido estou com meus valores?
- Quanto lutaria por eles?
- Sou facilmente desviado do caminho?
- Que preço estou disposto a pagar por minhas idéias?
- Há alguma verdade pela qual estaria disposto a dar a vida?
Durante a próxima semana, siga essa lista para cumprir uma mitsvá por dia!
Basta dizer a frase da contagem em hebraico (ou português), até as 17:30 do dia seguinte (Sábado de noite é o vigésimo segundo dia por exemplo, assim como Domingo de dia, Domingo de noite já é o vigésimo terceiro dia), o exercício é opcional…

Sábado, 28 de abril
“Hoje são vinte e dois dias que são três semanas e um dia do Omer”
“Haiom shnaim veessrím iom shehem sheloshá shavuot veióm echad laOmer”

“Chessed da Netsach” (Bondade na Resistência)
Quando lutar por algo em que você acredita, pare por um momento para ter certeza que isto seja feito de uma forma amável.

Domingo, 29 de abril
“Hoje são vinte e três dias que são três semanas e dois dias do Omer”
“Haiom sheloshá veessrím iom shehem sheloshá shavuot ushenê iamim laOmer”

“Guevurah da Netsach” (Disciplina na Resistência)
Quebre um mau hábito hoje.

Segunda, 30 de abril
“Hoje são vinte e quatro dias que são três semanas e três dias do omer”
“Haiom arbaá veessrím iom shehem sheloshá shavuot usheloshá iamim laomer”

“Tiferet da Netsach” (Compaixão na Resistência)
Seja paciente e escute alguém que geralmente lhe deixa impaciente.

Terça, 1 de maio
“Hoje são vinte e cinco dias que são três semanas e quatro dias do Omer”
“Haiom chamishah veessrim iom shehem shloshá shavuot vearbaah iamim laOmer”

“Netzach de Netzach” (Resistência na Resistência)
Comprometa-se a desenvolver um novo bom hábito.

Quarta, 2 de maio
“Hoje são vinte e seis dias que são três semanas e cinco dias do Omer”
“Haiom shishah veessrim iom shehem shlosháshavuot ve chamishah iamim laOmer”

“Hod de Netzach” (Humildade na Resistência)
Quando acordar, reconheça que HaShem lhe dá uma alma com o poder extraordinário e a versatilidade de resistir apesar dos desafios.
Isto lhe propiciará reunir força e energia para o dia inteiro.

Quinta, 3 de maio
“Hoje são vinte e sete dias que são três semanas e seis dias do Omer”
“Haiom shivah veessrim iom shehem shloshá shavuot veshishah iamim laOmer”

“Yesod de Netzach” (União na Resistência)
Para assegurar a durabilidade de uma nova resolução, una-se a ela imediatamente.
Isto pode ser assegurado realizando sua resolução através de um ato construtivo ou se comprometendo com outra resolução.

Sexta, 4 de maio
“Hoje são vinte e oito dias que são quatro semanas do Omer”
“Haiom shmoná veessrim iom shehem arbaah shavuot laOmer”

“Malchut da Netzach” (Nobreza na Resistência)
Lute por uma causa digna.

A PARASHÁ DA SEMANA EM ALGUMAS LINHAS
Parashat Acharei
D’us instrui aos Cohanim a terem cuidado extremo quando eles entrarem no Mishkan. Em Yom Kipur, o Cohen Gadol deve se aproximar da parte mais sagrada no Mishkan, depois de preparações especiais. Ele deve trazer oferendas específicas de Yom Kipur como dois cabritos idênticos que devem ser designados por sorteio, um é “para D’us” e o outro é “para Azazel”.

Parashat Kedoshim
A Torá ordena o povo de Israel a ser sagrado. A Parashá conta como trazer santidade para cada faceta das nossas vidas, começando com a Mitsvá de respeitar os pais e observar o Shabat. Muitas das 613 Mitsvot são encontradas nessa Parashá: não roubar; não negociar falsamente; não mentir; não amaldiçoar quem é surdo; não colocar um obstáculo na frente de quem é cego; amar o próximo como a si mesmo; honrar os mais idosos.
Entre outras, existem também leis sobre dar caridade, ter pesos e medidas corretos e ser honesto no trabalho.

Horário de acendimento das velas de Shabat
[dia 4/MAIO/2012– 12 Yiar 5772]
Acenda as velas somente antes do horário indicado. Coloque as mãos na frente dos olhos e fale a seguinte benção:

Baruch Atá A-Do-Nai E-Lo-Hê-Nu Melech Haolám, Asher Kideshánu Bemitsvotav, Vetsivánu Lehadlic Ner Shel Shabat Kodesh

No Rio de Janeiro: 17:03Hs e em S. Paulo: 17:20Hs; JERUSALEM: 18:41Hs TEL AVIV: 19:02Hs

Parashiot Tazriah – Metsorah [5772]

UMA FRASE PARA PENSAR

Tome cuidado com um tolo religioso, e um pecador esperto.

Ibn Gabirol, Mivhar HaPeninim

UM PENSAMENTO PARA ENTENDER
A Fé acredita no que lhe dizem, porque quer acreditar.
O Intelecto acredita no que entende, porque quer atingir a compreensão.
A Sabedoria acredita no que é verdade, porque é verdade.
Ela não tem que se enquadrar no que a Fé quer acreditar. Ela não precisa esperar a aprovação do Intelecto para dizer, ‘Isso pode ser compreendido.’
A Sabedoria tem uma visão clara, o poder de ver ‘aquilo que é’, sem tentar enquadrar em nenhum molde. A Sabedoria, portanto, é o único canal pelo o qual o D’us infinito pode entrar.

UMA HISTÓRIA PARA VIVER
Nessa semana, 4 Yiar será o Yom HaZikaron, o Dia de Recordação do Holocausto, que lembra os seis milhões de judeus, incluindo um milhão e meio de crianças, que pereceram no Holocausto.

Lembramo-nos de todos eles. Lembramo-nos todos e cada judeu espancado, torturado, enforcado, que recebeu um tiro, queimados e asfixiados durante os seis anos mais negros da nossa história.

É difícil perceber a escala da destruição. Em 11 de setembro de 2001, a história foi mudada por um ataque terrorista na qual 3.000 pessoas morreram. Durante o Holocausto, em média, 3.000 judeus foram mortos todos os dias de cada semana por cinco anos e meio. E a matança não parou só com os judeus: os doentes mentais, deficientes físicos, ciganos e homossexuais foram assassinados porque eram diferentes. O Holocausto foi excepcional no rigor científico com que foi realizado. Foi sem precedentes na própria escala em que foi concebido. Mas o que o tornou diferente de outros assassinatos em massa foi não ter servido a nenhum objetivo racional em particular. No pico da matança, os nazistas desviaram trens da frente russa onde estava acontecendo a guerra de verdade para transportar as vítimas judias aos campos de extermínio. Assim como Emil Fackenheim disse uma certa vez, o Holocausto foi perverso por causa da própria perversidade. Hoje nos lembramos …
O vernáculo hebraico – a língua do povo judeu – nos dá três nomes distintos e paradoxais para um cemitério:

1) Beit Hakvarot, ou seja, uma casa para o enterro;
2) Beit Olam, o que significa um lar da eternidade, e;
3) Beit Hachaim, o que significa um lar para viver.

Por que a necessidade de três nomes diferentes para um cemitério, para aquele lugar inexplicável, significando, nas palavras de George Harrison, que “Todos as coisas devem passar, nenhuma corda da vida pode durar?”
Qual é o significado por trás dos três nomes conflitantes conferidos pela tradição judaica a um cemitério?

Estes três títulos – uma casa para o enterro, para a eternidade, e para a vida – representam três maneiras em que podemos interpretar a morte. Estas três interpretações são sintomas de três maneiras em que podemos interpretar a vida. O modo como definimos a vida, é a nossa forma de definir a morte. Se definimos a vida como uma experiência exclusivamente física, a oportunidade de manter, nutrir e satisfazer nosso material e corpos físicos, se a vida é apenas sobre atender o apetite dos nossos corpos, então a morte – esse momento insondável quando o corpo fica sem vida – constitui uma cessação trágica da vida. O cemitério, então, é uma casa para o enterro. A vida, infelizmente, chegou ao seu capítulo final.

“Não acaba até acabar,” Yogi Berra nos ensinou. “Mas, no cemitério, acaba.”
Mas há uma outra perspectiva possível sobre o significado da vida: Ver a vida como uma experiência espiritual, além do físico. Se a vida é também nutrir e alimentar nossas almas, nossa identidade espiritual, a nossa centelha interior Divina, então a morte, irrevogável como ela é, não é a interrupção absoluta da vida.

Trágica e terrivelmente dolorosa? Sim, certamente.
O fim da sua existência? Absolutamente não.

Porque uma alma nunca morre. Ela continua a viver, amar e sentir-se em outra dimensão, num plano espiritual, que não pode ser apreendida através de nossos sentidos: visão, audição, tocar, cheirar ou degustar. No entanto, a alma, um fragmento Divino, não está sujeito à morte, ela viaja de um campo de experiência para outra. Nesta percepção da vida e da morte, um cemitério é uma casa da eternidade. O corpo é enterrado, mas a alma permanece eterna.

No entanto, há algo ainda maior que podemos alcançar. Se nós, aqueles deixados para trás, usarmos a paixão e os valores dos nossos entes queridos que não estão aqui conosco, para inspirar e afetar nossas vidas diárias e comportamento, o cemitério se torna um “lar para os vivos.”

Ao inspirar e tocar o cotidiano e as escolhas de seus filhos, alunos, amigos, familiares e comunidades, eles são, em certo sentido: muito real, ainda estão vivos. Seus próprios sonhos e ideais continuam a existir, de uma maneira muito tangível, nas vidas terrenas das pessoas tocadas pelo seu amor e bondade.

O que é Yizkor? O que significa lembrar? Para começar, é claro, trata-se de lembrar os nossos entes queridos que foram tirados de nós. Mas como é que vamos nos lembrar deles? Será que vamos dar-lhes mais uma vez um adeus sincero, expressando o quanto sentimos falta deles e como o vazio ainda é tão palpável? Será que vamos prestar homenagem a uma alma que mora eternamente no céu, ligando-nos ao aspecto Divino de nossos entes queridos que nunca morre? Ou será que nós, de alguma maneira, mas genuinamente, vamos trazer os nossos amores de volta à vida, ao sustentar seus sonhos e compromissos em nossa própria vida física, terrena e diária? Claro, não é uma escolha de ou uma ou outra.Todos as três escolhas são apropriadas e autênticas. Cada uma tem seu lugar próprio nas vias majestosas e trágicas do coração humano.

Esta, então, poderia ser a pergunta que nós, o povo judeu vivendo em 2012, deve responder para nós mesmos e nossos filhos: Será que vamos permitir que Auschwitz e Treblinka permaneçam casas de enterro? Ou será que vamos abraçar amorosamente não só as mortes, mas também as vidas, os sonhos e as paixões dos seis milhões? Será que vamos simplesmente criar museus e memoriais belos e dolorosos de judeus mortos… ou vamos trazê-los de volta à vida através da nossa própria vida?

Será que vamos publicar documentários sobre um mundo que foi e se reduzir a cinzas, ou vamos recriar o seu mundo majestoso e sagrado em nossa própria? Só você e eu, aqueles que têm a sorte de ainda possuir o dom da vida física, pode e vai decidir isso.

Feche seus olhos e você pode ouvir as vozes sussurrantes de seis milhões de almas: “Dê aos seus filhos e a si mesmo o dom da vida judaica, da tradição judaica, do judaísmo profundo e vibrante. Partilhe com eles o dom da Torá, o dom da bondade, o dom do Shabat, o dom da Mikvah, Cashrut, Mezuzá, Tsedacá (caridade). Dê às suas filhas o doce dom das velas de Shabat toda semana e conceda aos seus filhos preciosos, o dom do Tefilin, diariamente. Preencha suas casas com os livros da Torá e da santidade. “Conceda aos seus filhos a infinita riqueza de uma educação judaica. Dessa forma, em suas vidas diárias, vamos continuar a viver. ”

Não, isso nunca vai nos trazer conforto para a tragédia insondável. Mas vai privar Adolf Hitler (Y”S) a reivindicação da vitória… e vai ‘ressuscitar’ aqueles que não estão mais conosco e que em breve tornarão a estar mesmo fisicamente.

TENHA UM DIA MUITO BOM, SAUDÁVEL E PRÓSPERO, E SHABAT SHALOM!

MASHIACH PARA NOS REDIMIR
O Talmud declara: “Todos os dias de sua vida, incluindo (le’havi’) a Era Messiânica. ‘Le’Havi’ quer dizer literalmente ‘trazer’. Então isso pode ser entendido como: Todos os dias da tua vida deve ser permeada com uma intenção singular: trazer a Era Messiânica.”
(Rebe Anterior de Lubavitch)

CONTAGEM DO OMER
SEMANA TRÊS: TIFERET: Compaixão, Harmonia, Verdade

Tiferet- compaixão é o que molda e harmoniza o fluxo livre de bondade (chessed) com a disciplina da severidade (guevurá).
Tiferet adquire este poder ao introduzir uma terceira dimensão -a dimensão da verdade, que não é nem amor nem disciplina, e portanto pode integrá-las.
A verdade é atingida através da auto-anulação, se elevando acima do seu ego e de suas predisposições, podendo assim perceber uma verdade maior.
A verdade lhe dá uma imagem objetiva e clara das suas necessidades e das dos outros. O desequilíbrio entre amor e disciplina (e qualquer distorção conseqüente disto) é resultado de uma perspectiva subjetiva e, portanto, limitada. Ao se introduzir a verdade e retirar preconceitos pessoais, permite-se que se expressem os sentimentos (incluindo a síntese entre chessed e guevurah) da maneira mais saudável.

Esta qualidade dá a Tiferet o seu nome, que quer dizer Beleza: ela junta as diferentes cores do amor e da disciplina, e esta harmonia traz a beleza.
Durante a próxima semana, siga essa tabela para cumprir uma mitsvá por dia! Basta dizer a frase da contagem em hebraico (ou português), até as 17:30 DO DIA SEGUINTE (Sábado de noite é o décimo quinto dia por exemplo, assim como Domingo de dia, Domingo de noite já é o décimo sexto dia), o exercício é opcional…

Sábado 21/abr

“HOJE SÃO QUINZE DIAS QUE SÃO DUAS SEMANAS E UM DIA DO OMER" 

"HAIOM CHAMISHÁ ASSÁR IOM SHEHEM SHENÊ SHAVUOT VEIÓM ECHAD LAOMER"

“Chesed da Tiferet” (Amor da Compaixão)

Ao ajudar alguém, se entregue por inteiro. Ofereça um sorriso ou um ato amoroso

Domingo 22/abr

"HOJE SÃO DEZESSEIS DIAS QUE SÃO DUAS SEMANAS E DOIS DIAS DO OMER" 

"HAIOM SHISHÁ ASSÁR IOM SHEHEM SHENÊ SHAVUOT USHENÊ IAMIM LAOMER "

"Guevurá da Tiferet" (Disciplina na Compaixão)
Expresse sua compaixão de uma forma objetiva e construtiva focando nas necessidades de alguém
Segunda 23/abr
"HOJE SÃO DEZESETE DIAS QUE SÃO DUAS SEMANAS E TRÊS DIAS DO OMER"
"HAIOM SHIV’Á ASSÁR IOM SHEHEM SHENÊ SHAVUOT USHELOSHÁ IAMIM LAOMER"
"Tiferet da Tiferet" (Compaixão na Compaixão)
Expresse sua compaixão de uma nova forma que vá
além das suas limitações anteriores: expresse-a a alguém para com
quem se foi indiferente
Terça 24/abr
"HOJE SÃO DEZOITO DIAS QUE SÃO DUAS SEMANAS E QUATRO DIAS DO OMER"
"HAIOM SHEMONÁ ASSÁR IOM SHEHEM SHAVUA ECHAD VEARBAÁ IAMIM LAOMER"
"Netsach da Tiferet" (Resistência na Compaixão)
No meio do seu dia cheio, pare por um momento e ligue para alguém que precise de uma palavra de apoio. Defenda alguém que precisa de suporte, mesmo que esta não seja uma posição popular
Quarta 25/abr
"HOJE SÃO DEZENOVE DIAS QUE SÃO DUAS SEMANAS E CINCO DIAS DO OMER"
"HAIOM TISH’Á ASSÁR IOM SHEHEM SHAVUA ECHAD VE-CHAMISHÁ IAMIM LAOMER"
“Hod da Tiferet" (Humildade na Compaixão)
Expresse sua compaixão de forma anônima, sem alarde
Quinta 26/abr
"HOJE SÃO VINTE DIAS QUE SÃO DUAS SEMANAS E SEIS DIAS DO OMER"
"HAIOM ESSRÍM IOM SHEHEM SHAVUA ECHAD VESHISHÁ IAMIM LAOMER"
"Yesod da Tiferet" (União na Compaixão)
Assegure-se que algo eterno é construído como resultado de sua compaixão
Sexta 27/abr
"HOJE SÃO VINTE E UM DIAS QUE SÃO TRÊS SEMANAS DO OMER"
"HAIOM ECHAD VEESSRÍM IOM SHEHEM SHELOSHÁ SHAVUOT LAOMER"
"Malchut da Tiferet" (Nobreza na Compaixão)
Ao invés de simplesmente dar caridade, ajude aos necessitados a se ajudarem de forma a reforçar a dignidade destes

A PARASHÁ DA SEMANA EM ALGUMAS LINHAS

Parashat Tazriah

A Torá ordena uma mulher a trazer um Corban (sacrifício) depois de dar a luz a uma criança. Deve se fazer a circuncisão de seu oitavo dia de vida. A Torá introduz o fenômeno de Tsaraat – uma doença milagrosa que atacava as pessoas, roupas e prédios para despertá-las das suas falhas espirituais.

Parashat Metsorá

A Torá descreve o procedimento para uma metsorá (pessoa afligida por Tsaraat) depois da conclusão do seu período de isolamento. O processo se estende por uma semana e envolve Corbanot (sacrifícios) e imersão numa Mikveh.
Horário de acendimento das velas de Shabat

[dia 27/ABR/2012– 5 Yiar 5772]

Acenda as velas somente antes do horário indicado. Coloque as mãos na frente dos olhos e fale a seguinte benção:

 

Baruch Atá A-Do-Nai E-Lo-Hê-Nu Melech Haolám, Asher Kideshánu Bemitsvotav, Vetsivánu Lehadlic Ner Shel Shabat Kodesh

 

No Rio de Janeiro: 17:08Hs e em S. Paulo: 17:25Hs; JERUSALEM: 18:36Hs TEL AVIV: 18:57Hs

ROSH CHODESH YIAR será nesse Sábado a Noite (21/abr/12) e continua no Domingo e Segunda de dia (21-23/abr/12)

Parashat Shemini [5772]

TEFILIN

LEMBRAMOS QUE VOLTAMOS A COLOCAR NO DOMINGO,

DIA 15/ABRIL/12

UMA FRASE PARA PENSAR
A paz mais elevada é aquela entre opostos.
Rebe Nachman de Breslov

UM PENSAMENTO PARA ENTENDER
Quando o Homem desejou voar, tinha dois caminhos a seguir: criar veículos mais leves que o ar, ou usar a resistência do ar a seu favor.
No fim, o segundo caminho demonstrou ter maior sucesso.
Acontece então que quando queremos voar alto, a resistência deve ser usada a nosso favor. De fato, te leva mais alto do que os anjos.

UMA HISTÓRIA PARA VIVER
A porção desta semana da Torá começa com uma tragédia bizarra: No dia em que os judeus inauguraram a primeira “Casa de D’us” jamais construída na face da Terra: o Tabernáculo no deserto, os dois filhos mais velhos de Aharon, Nadav e Avihu, ficaram tão encantados com a santidade que eles correram para o Sagrado dos Sagrados e foram mortos pelas chamas que entraram em suas narinas.
É certamente muito interessante e até mesmo chocante, mas aparentemente não é muito relevante para nós hoje. Contundo, o propósito da Torá. (a palavra ‘Torá’ significa “ensino”) é que cada idéia seja relevante para nossas vidas diárias, e à própria essência de nossos seres.

O que essa história está fazendo na Torá?
Para entender isso, aqui estão duas histórias sobre o rabino Moshe Feinstein que faleceu há 26 anos atrás (13 de Adar 5746).

A Torá é a lei de D’us. Ela nos ensina a santificar todos os detalhes do mundo. Mas é preciso um talento incomum para saber qual é a lei apropriada para cada situação.
E uma dessas pessoas únicas foi o Rabino Moshe Feinstein, ele foi um dos maiores ‘Poskim’ (juízes da Lei da Torá) de todos os tempos.

Em 1933, quando ele era um rabino na antiga União Soviética, na cidade de Liubon, os comunistas, em sua determinação implacável de erradicar o judaísmo, anunciaram um dia que a Mikva das mulheres era “insalubre” e teria que ser demolida e reconstruída como uma piscina pública.

[Para aqueles de vocês que não sabem, a Mikva é uma "piscina de imersão", precisamente construída para que as mulheres a usem de acordo com lei da Torá antes de ter relações conjugais. Isso a torna o edifício mais importante em todas as comunidades judaica e destruí-la significa ameaçar a própria essência do judaísmo.]

Devemos lembrar que naqueles dias o assassino malvado e ditador, Stalin (Y”S) dominava totalmente os corpos e mentes de toda a Rússia. Diz-se que ele matou cerca de 50 milhões de seu próprio povo. Ser contra ele, mesmo em pensamento, significava prisão e provável morte. Mas isso não incomodou o rabino Moshe.

Totalmente sem perceber que sua vida estava em jogo, ele fez o seu caminho para o escritório do governo local e explicou aos funcionários que, embora o balneário fosse uma mudança bem-vinda para a pequena e ineficiente piscina ‘judia’, no entanto, apresentaria outro problema de saúde. A casa de banho nova era para os homens e mulheres juntos e judeus religiosos não iriam utilizá-la. Judeus imundos acabariam por trazer doenças e até mesmo epidemias que poderiam se espalhar para toda a população!

Então, ele sugeriu uma solução simples, que todas as noites (ou algumas vezes por semana), depois de algumas horas, haveria um momento especial para os homens sozinhos e um momento especial para as mulheres. Isso solucionaria totalmente o problema e garantiria a higiene total e a saúde de toda a área.

Milagrosamente os oficiais concordaram.

Depois disso, ele disse à sua congregação que quando o ‘balneário’ novo estava no processo de ser construído, ele convenceu (com grande custo e risco ainda maior) um dos arquitetos a organizar os tubos, dutos de água e outras estruturas de acordo com suas instruções de acordo com os padrões da Torá.

Os comunistas, na verdade, fizeram para os judeus uma mikvah ‘casher’.

Rav Moshe com sua vontade de morrer pelo Judaísmo salvou uma comunidade inteira.
Mas depois de um tempo ele se mudou para os EUA e tornou-se um famoso personagem da Torá.

Por causa de sua capacidade de memória, conhecimento único para determinar as questões legais mais difíceis, ele foi inundado constantemente com pedidos, dia e noite, muitas vezes por alguns dos maiores rabinos dos quatro cantos da terra.

Além disso, ele também era o chefe de uma Academia de Torá com várias centenas de alunos e foi um mentor espiritual de milhares de judeus religiosos. Então, como você pode imaginar, ele era um homem muito ocupado.

Mas, no entanto, toda terça-feira seu porta estava aberta ao público para que os judeus de todos os tipos e níveis pudessem vir e fazer suas perguntas. Este era seu costume por dezenas de anos, até 1987, quando, na idade de 91, após uma doença debilitante e longa, faleceu e foi lastimado por todo o mundo judaico.

Mas parece que nem todo mundo soube de sua morte.
Uma terça-feira, algumas semanas mais tarde, uma senhora de idade veio à sua casa e perguntou por que não havia fila de pessoas, talvez o rabino tivesse mudado de horário? Talvez ela chegou tarde?

Quando ela ouviu a notícia amarga, começou a chorar. Mas quando se acalmou um dos rabinos mais jovens lhe disse que se ela tinha dúvidas ficaria feliz em tentar ajudá-la.
Afinal de contas, ele pensou, quão difícil poderia ser uma pergunta de uma mulher tão simples? Ela provavelmente queria saber se seu frango era casher ou algo similar.

“Oi!” A mulher respondeu. “Ele era um homem maravilhoso! Eu não sei se existe uma pessoa como ele. Ele me ajudava muito. Mas acho que você está certo, se você é seu aluno, você pode provavelmente responder aos meus problemas. Você entende russo?”

“Russo?” Perguntou o Rabino. “Não, eu não acho que nenhum de nós sabe russo. Mas que diferença isso faz?”

“Ahh! Então eu acho que você não poderá me ajudar.” Ela respondeu tristemente. “Você vê, nos últimos vinte anos, uma vez a cada poucas semanas eu recebia uma carta de minha irmã que vive na Rússia. Mas eu não entendo uma palavra de russo por isso costumava vir aqui para o rabino e ele sentava-se por quinze minutos para traduzi-la e explicá-la para mim.

“Esse homem maravilhoso!”

Isto responde às nossas perguntas. É verdade, hoje não temos um Templo Sagrado e não há morte física para excesso de religiosidade. Mas isso pode matar espiritualmente.
O ‘crime’ de Nadav e Avihu foi que eram tão sagrados e sensíveis que não permitiam que nada no mundo os ‘incomodasse’. Eles queriam chegar perto do Criador …. mas em seus termos, ou seja, sem a Criação.

Mas foi um erro.
Na verdade, o objetivo da criação é santificar a CRIAÇÃO.

Esta é a verdadeira espiritualidade.
Isto é o que o rabino Moshe fez: quando ele foi lutar por uma mikva, não deixou nada no mundo incomodá-lo. Na verdade … algo parecido com os dois filhos de Aharon, estava preparado para dar a sua vida.

Mas ele também foi capaz de esquecer sua “santidade”, e ir “para baixo”, pensando em termos de D’us: a senhora simples, com sua carta não-decifrada era mais importante do que os mais altos céus espirituais.

Isto é o que podemos aprender com Nadav e Avihu. É necessário ser tão sagrado quanto possível: devemos nos separar do mundo, aprender a Torá, nos dedicar à oração e ser super entusiastas ao cumprir os mandamentos e nos transformar em templos sagrados.

Mas também devemos ser capazes de “mudar de forma” quando a situação assim o exige e levar santidade para os aspectos mais mundanos de criação; transformar o mundo inteiro num Templo Sagrado também.

TENHA UM DIA MUITO BOM, SAUDÁVEL E PRÓSPERO, E SHABAT SHALOM!

MASHIACH PARA NOS REDIMIR
As revelações de Moshiach nesse mundo serão posteriores a reunião dos exílios… depois que os exilios forem reunidos por Moshiach, então ele poderá ser um rei sobre eles… e aí, as revelações de Moshiach vão começar.
(trecho de um carta do Rebbe Rashab)

CONTAGEM DO OMER
SEMANA DOIS: GUEVURÁ
Se o amor (chessed) é o fundamento da expressão humana, a severidade (guevurá) é o canal através do qual expressamos o amor. Isto dá direção e foco à nossa vida e amor. Como um facho de raio laser, sua potência está no foco e concentração de luz em uma direção, ao invés de fachos fragmentados de luz dispersos em diferentes direções. Guevurá – disciplina e medida – concentra e direciona nossos esforços, nosso amor, na direção apropriada. Outro aspecto de guevurá é respeito e reverência. O amor saudável requer respeito por quem se ama.
Durante a próxima semana, siga essa tabela para cumprir uma mitsvá por dia! Basta dizer a frase da contagem em hebraico (ou português), até as 17:30 DO DIA SEGUINTE (Sábado de noite é o oitavo dia por exemplo, assim como Domingo de dia; Domingo de noite já é o nono dia), o exercício é opcional…

abril

sábado 14

“HOJE SÃO OITO DIAS QUE É UMA SEMANA E UM DIA DO OMER”

“HAIOM SHMONÁ IAMIM SHEHEM SHAVUA ECHAD VEIOM ECHAD LAOMER”

“Chessed da Guevurá” (Amor na Disciplina)

Antes de criticar alguém, pense duas vezes: É por preocupa-ção e amor?

domingo 15

“HOJE SÃO NOVE DIAS QUE É UMA SEMANA E DOIS DIAS DO OMER”

“HAIOM TISHÁ IAMIM SHEHEM SHAVUA ECHAD USHNEI IAMIM LAOMER”

“Guevurá da Guevurá” (Disciplina da Disciplina)

Faça um plano detalhado para o seu dia e ao final deste veja se o cumpriu
segunda 16

“HOJE SÃO DEZ DIAS QUE É UMA SEMANA E TRÊS DIAS DO OMER”

“HAIOM ASSARÁ IAMIM SHEHEM SHAVUA ECHAD USHLOSHÁ IAMIM LAOMER”

“Tiferet da Guevurá” (Compaixão da Disciplina)

Tenha compaixão por alguém que você tenha repreendido

terça 17

“HOJE SÃO ONZE DIAS QUE É UMA SEMANA E QUATRO DIAS DO OMER”

“HAIOM ACHAD ASSAR IOM SHEHEM SHAVUA ECHAD VEARBAÁ IAMIM LAOMER”

“Netsach da Guevurá” (Resistência da Disciplina)

Estenda o plano que você fez no segundo dia para um longo período, listando as metas de curto e longo prazo. Reveja e atualize a cada dia, e veja o quão consistente e persistente você é
quarta 18

“HOJE SÃO DOZE DIAS QUE É UMA SEMANA E CINCO DIAS DO OMER”

“HAIOM SHNEIM ASSAR IOM SHEHEM SHAVUA ECHAD VACHAMISHÁ IAMIM LAOMER”

“Hod da Guevurá” (Humildade da Disciplina)

Antes de julgar alguém, assegure-se que o está fazendo sem nenhuma influência pessoal

quinta 19

“HOJE SÃO TREZE DIAS QUE É UMA SEMANA E SEIS DIAS DO OMER”

“HAIOM SHLOSHÁ ASSAR IOM SHEHEM SHAVUA ECHAD VESHISHÁ IAMIM LAOMER”

“Yessod da Guevurá” (Vínculo da Disciplina)

Demonstre para seu filho, ou aluno, como a disciplina é uma expressão da intensificação da união e compromisso entre vocês

sexta 20

“HOJE SÃO CATORZE DIAS QUE SÃO DUAS SEMANAS DO OMER”

“HAIOM ARBAÁ ASSAR IOM SHEHEM SHNEI SHAVUOT LAOMER”
“Malchut da Guevurá” (Nobreza da Disciplina)

Quando disciplinar seu filho ou aluno, alimente o respeito próprio dele

A PARASHÁ DA SEMANA EM ALGUMAS LINHAS
Parashat Shemini
No oitavo dia da dedicação do Mishkan, Aharon, seus filhos, e todo o povo trouxeram vários sacrifícios assim como foi ordenado por Moshé Rabeinu. Aharon e Moshé abençoam o povo. Os filhos de Aharon, Nadav e Avihu, oferecem um corban que não foi ordenado por D’us e um fogo os consome, enfatizando a necessidade de seguir somente os mandamentos quando ordenados por Moshé. A Torá lista as características dos alimentos casher e os que não são casher.

Horário de acendimento das velas de Shabat
[dia 20/ABR/2012– 27 Nissan 5772]
Acenda as velas somente antes do horário indicado. Coloque as mãos na frente dos olhos e fale a seguinte benção:

Baruch Atá A-Do-Nai E-Lo-Hê-Nu Melech Haolám, Asher Kideshánu Bemitsvotav, Vetsivánu Lehadlic Ner Shel Shabat Kodesh

No Rio de Janeiro: 17:13Hs e em S. Paulo: 17:30Hs; JERUSALEM: 18:32Hs TEL AVIV: 18:52Hs

Acharon Shel Pessach [5772]

AVISO IMPORTANTE – TEFILIN

LEMBRAMOS QUE NA SEGUNDA, 9/ABRIL/12 NÃO SE COLOCA TEFILIN, POIS ESTAREMOS EM PESSACH, ATÉ O OUTRO SHABAT, INCLUSIVE – 14/ABRIL/12, VOLTANDO A COLOCAR NO DOMINGO, DIA 15/ABRIL/12 (EM ISRAEL VOLTA-SE A COLOCAR TEFILIN NO DOMINGO DIA 15/ABRIL/12 TAMBÉM).

Por outro lado, continua-se a falar o Shemá Yisrael normalmente durante a semana. A reza da Amidá tem acréscimos e reza-se também Mussaf todos os dias de Pessach.

UMA FRASE PARA PENSAR
Esperança é como a paz. Não é um presente divino.
É um presente que somente nós podemos dar uns para os outros.
Elie Wiesel

UM PENSAMENTO PARA ENTENDER
Quando a alma desperta, desce como um fogo do céu.
Num momento de surpresa, descobrimos algo muito poderoso, muito além de nós, que não conseguimos acreditar que seja parte de nós. Na realidade, nós somos parte disso.

UMA HISTÓRIA PARA VIVER
No próximo Shabat será o último dia de Pessach, chamado de Acharon shel Pessach. Esse dia está fortemente ligado à revelação do Mashiach, tema da própria Haftarah desse dia. Na Era Messiânica veremos a Realidade de Verdade, e não o que está escondido no mundo material aqui embaixo.

Essa história ajuda a ilustrar o conceito de realidade revelada.
Quando Aryeh, o filho do famoso gigante da Torá: Rabino Yaakov Yehoshua
(Autor da obra Pnei Yehoshua) atingiu a idade de se casar, seus pais ficaram repletos de ofertas de várias casamenteiras.

Era natural, já que o noivo era de uma família tão ilustre e era um grande ‘partido’.
Todos, é claro, partiam do princípio que Aryeh era um estudioso da Torá assim como o pai.
Mas não era bem assim. O filho do famoso estudioso não tinha muita aptidão intelectual, para dizer o mínimo. Aryeh desde jovem estava muito distante do mundo do estudo da Torá e da erudição.
Aryeh era um menino simples que não tinha sido abençoado com qualquer aptidão ou talento especial. No entanto, ele era um sujeito afável que era bem quisto por todos que o conheciam. Na verdade, não era fácil ser o filho de um famoso rabino. Aryeh muitas vezes se viu em situações desagradáveis quando as pessoas tentaram envolvê-lo em discussões acadêmicas, e a única maneira que ele podia livrar-se era mudando de assunto.

Como uma criança, Aryeh havia demonstrado ser uma grande promessa. Muitas pessoas se lembravam de como o rapaz tinha monstrado uma surpreendente diligência e capacidade para concentração. Mas alguma coisa tinha acontecido, obviamente, à medida que cresceu.

Ninguém nunca o viu estudar, e seu conhecimento parecia ser bastante limitado.
Mas as casamenteiras não ficaram dissuadidas. Todas as melhores famílias competiam por Aryeh como genro, embora ninguém analisou o próprio jovem. Com um pai tão prestigiado, eles pensavam: por que se preocupar?

Finalmente, uma das casamenteiras apresentou uma ótima candidata, filha de um estudioso da Torá que além disso era rico e ficaram todos muito felizes.

Poucos dias antes do casamento a família do noivo partiu para a da cidade menina, onde foi programada a cerimônia. Todos as pessoas importantes da cidade saíram para recebê-los, lideradas pelo pai da menina. Não era todo dia que tal convidado importante prestigiava aquela cidadezinha, muito menos se casando com uma de suas próprias famílias.

Após a habitual troca de gentilezas o potencial sogro virou-se para Aryeh e levantou um determinado tema na Torá, desejando ouvir seus pensamentos sobre o assunto. Não demorou muito para descobrir que o jovem não tinha a menor idéia do que ele estava falando. Ele estava tão longe de ser um estudioso da Torá como o leste é do oeste.

O pai ficou horrorizado. Era impensável para ele permitir que sua filha se casasse com um jovem que mal sabia ler. O casamento foi imediatamente cancelado, e a situação foi terrivelmente embaraçosa para todos os envolvidos. O Pnei Yehoshua e seu filho partiram para a estrada de volta para casa, profundamente angustiado e mortificado por sua experiência humilhante.

No caminho para casa, pararam em Berzan, onde foram recebidos calorosamente pelo rabino Yechiel Michel Halperin, o rabino da cidade. O rabino teve prazer em abrir sua casa para uma figura tão ilustre e seu filho.
Mas ele não pôde deixar de notar que os seus convidados pareciam perturbados. Quando ele perguntou-lhes qual era o problema, a história triste inteira veio à tona. O Pnei Yehoshua soltou um suspiro profundo.

O Rabino Yechiel Michel olhou atentamente para Aryeh que estava muito desanimado. Tinha algo mais no rapaz que lhe chamou a atenção.

“Eu tenho uma filha chamada Rachel,” Rabi Yechiel Michel disse de repente.
“Ela é uma mulher temente a D’us e uma jovem piedosa. Eu ficaria muito honrado se vocês concordassem com seu casamento com seu Aryeh.”

A inesperada oferta foi imediatamente aceita. Durante a noite, a nuvem escura que tinha pairado sobre as suas cabeças havia desaparecido.

O casamento ocorreu em meio a uma grande festa e celebração, e o jovem casal montou sua casa na própria Berzan. Na verdade, muitos dos habitantes da cidade balançaram a cabeça admirada com aquela estranha combinação. Eles simplesmente não podiam entender por que o rabino havia permitido que sua filha se casasse com um companheiro assim tão simples.

Mas o tempo passou, isso deixou de ser um tema de conversa. Então, um dia, Aryeh foi à sinagoga para a oração da tarde e a encontrou em alvoroço.

Todo mundo estava envolvido numa discussão acalorada sobre um certo ponto na Torá.
“O que aconteceu? O que está acontecendo?” Aryeh perguntou, mas ninguém se preocupou em responder. Nem valia a pena tenta explicar ao Aryeh aquela questão tão difícil e complicada.

Finalmente, Aryeh encontrou alguém que lhe disse que, naquela manhã, o rabino havia colocado uma questão muito profunda e complicada durante a sua lição diária de Torá. Ninguém foi capaz de chegar a uma resposta.

Quando Aryeh ouviu qual era a questão ficou surpreso. “Por que esse tumulto todo? É simples!”, disse ele, e sem mais delongas proferiu algumas palavras que rapidamente resolveu o problema.

Ficou tão silencioso na sala de estudos que poderia ser ouvido a queda de um alfinete.
Todo mundo ficou espantado com a simplicidade e brilhantismo da resposta, mais ainda pelo fato que tinha vindo de Aryeh.

Uma vez que seu segredo estava revelado, não havia nada mais que Aryeh pudesse fazer sobre isso, embora num primeiro momento ele tenha se arrependido profundamente.

Involuntariamente, ele revelou-se como o grande estudioso da Torá que realmente era.
Com o passar do tempo, ele foi nomeado chefe da Yeshiva local e, mais tarde, alcançou fama com a publicação de seu Magnum Opus: Pnei Aryeh.

TENHA UM DIA MUITO BOM, SAUDÁVEL E PRÓSPERO, PESSACH CASHER VESAMEACH E SHABAT SHALOM!

MASHIACH PARA NOS REDIMIR
Quando o santuário foi construído no deserto, todos os seus componentes foram manufaturados sob a direção de Betzalel. E mesmo assim, o nome de Betzalel está associado somente com a arca: Ë Betzalel fez a arca” (Exodus 37:1)
Porque? Em diferentes momentos na história, os outros utensilios também foram feitos por outras pessoas (i.e, para o Primeiro e Segundo Templos Sagrados, e também para Terceiro quando em breve sera reestabelecido).
Porém, existe apenas uma arca, feita por Betzalel, e no futuro próximo, será revelada!
(Meshech Chochma)

LEIS E COSTUMES PARA OBSERVAR

>> Fazemos Eruv Tavshilin para poder cozinhar na sexta para o Shabat. <<

QUINTA 12/ABRIL/12 (É O 7o DIA DE PESSACH)
ACENDIMENTO DAS VELAS DE PESSACH no Rio de Janeiro: 17:20Hs, em S.Paulo: 17:37 Hs, Jerusalém: 18:26Hs, Tel Aviv: 18:46Hs
Acenda as velas (mesmo após o horário indicado – nesse caso, a partir de uma chama pré-existente*). Acenda as velas, coloque as mãos na frente dos olhos e fale a seguinte benção:

- BARUCH ATÁ A-DO-NAI E-LO-HÊ-NU MELECH HAOLÁM, ASHER KIDESHÁNU BEMITSVOTÁV, VETSIVÁNU LEHADLIC NER SHEL YOM TOV

SEXTA 13/ABRIL/12 (8o DIA DE PESSACH)
ACENDIMENTO DAS VELAS DE PESSACH no Rio de Janeiro: 17:19Hs, em S.Paulo: 17:36Hs
Acenda as velas só ANTES do horário indicado. Acenda as velas a partir de uma chama pré-existente*, coloque as mãos na frente dos olhos e fale a seguinte benção:

- BARUCH ATÁ A-DO-NAI E-LO-HÊ-NU MELECH HAOLÁM, ASHER KIDESHÁNU BEMITSVOTÁV, VETSIVÁNU LEHADLIC NER SHEL SHABAT VESHEL YOM TOV

*Uma chama pré-existente é uma chama ardendo continuamente desde antes do pôr do sol do início do Shabat, como uma chama piloto, de gás ou de vela.

CONTAGEM DO OMER

SEMANA UM: CHESSED (Bondade- Benevolência)
O amor é o mais poderoso e necessário componente da vida. É a origem e fundação de todas as interações humanas. É, ao mesmo tempo, dar e receber. Ele nos permite alcançar acima e além de nós mesmos; experimentar outra pessoa e deixar que ela nos experimente. É a ferramenta através da qual nós experimentamos a maior realidade – D’us.
O amor é transcendência.

Na próxima Terça à noite (19/abr), começa a contagem do Omer, e será o primeiro dia do Omer.
(Para cumprir a mitsvá de contagem do omer, fale durante esse dia ou na quarta durante o dia até 17:30, “HOJE É O PRIMEIRO DIA DO OMER” e/ou “HAIOM IOM ECHAD LAOMER”)
Esse dia representa “Chessed da Chessed” (amor na bondade)

Durante essa semana, siga essa lista para cumprir uma mitsvá por dia!
Basta dizer a frase da contagem em hebraico (ou português), até as 17:30 de cada dia, o exercício é opcional…

Domingo 8/abr
“HOJE É O PRIMEIRO DIA DO OMER”
“HAIOM IOM ECHAD LAOMER”
“Chessed da Chessed” (Amor na Bondade)
Encontre um novo modo de expressar seu amor por alguém querido

Segunda 9/ abr
“HOJE É O SEGUNDO DIA DO OMER”
“HAIOM SHNEI IAMIM LAOMER”
“Guevurá da Chessed” (Disciplina da Bondade)
Ajude os outros nos termos deles… não nos seus. Se esforce de acordo com as necessidades específicas deles

Terça 10/ abr
“HOJE É O TERCEIRO DIA DO OMER”
“HAIOM SHLOSHÁ IAMIM LAOMER”
“Tiferet da Chessed” (Compa- ixão da Bondade)
Ofereça ajuda a um estranho

Quarta 11/ abr
“HOJE É O QUARTO DIA DO OMER”
“HAIOM ARBAÁ IAMIM LAOMER”
“Netsach da Chessed” (Resistência da Bondade)
Reafirme a constância do seu amor a alguém que você ama

Domingo 12/ abr
“HOJE É O QUINTO DIA DO OMER”
“HAIOM CHAMISHÁ IAMIM LAOMER”
“Hod da Chessed” (Humildade da Bondade)
Engula seu orgulho e se reconcilie com alguém que você ama e tenha tido uma discussão

Sexta 13/ abr
“HOJE É O SEXTO DIA DO OMER”
“HAIOM SHISHÁ IAMIM LAOMER”
“Yessod da Chessed” (Vínculo da Bondade)
Comece a construir algo construtivo junto com alguém a quem você ama

Sábado 14/ abr
“HOJE SÃO SETE DIAS QUE É UMA SEMANA DO OMER”
“HAIOM SHIVÁ IAMIM SHEHEM SHAVUA ECHAD LAOMER”
“Malchut da Chessed” (Nobreza da Bondade)
Destaque um aspecto no seu amor que animou seu espírito e enriqueceu sua vida… e celebre!

Horário de acendimento das velas de Shabat

[dia 13/ABR/2012– 20 Nissan 5772]
Acenda as velas somente antes do horário indicado. Coloque as mãos na frente dos olhos e fale a seguinte benção:

Baruch Atá A-Do-Nai E-Lo-Hê-Nu Melech Haolám, Asher Kideshánu Bemitsvotav, Vetsivánu Lehadlic Ner Shel Shabat Kodesh

No Rio de Janeiro: 17:19Hs e em S. Paulo: 17:36Hs; JERUSALEM: 18:27Hs TEL AVIV: 18:47Hs

PESSACH [5772]

B”H

AVISO IMPORTANTE – TEFILIN

LEMBRAMOS QUE NA SEGUNDA, 9/ABRIL/12 NÃO SE COLOCA TEFILIN, POIS ESTAREMOS EM PESSACH, ATÉ O OUTRO SHABAT, INCLUSIVE – 14/ABRIL/12, VOLTANDO A COLOCAR NO DOMINGO, DIA 15/ABRIL/12 (EM ISRAEL VOLTA-SE A COLOCAR TEFILIN NO DOMINGO DIA 15/ABRIL/12 TAMBÉM).

Por outro lado, continua-se a falar o Shemá Yisrael normalmente durante a semana. A reza da Amidá tem acréscimos e reza-se também Mussaf todos os dias de Pessach.
______

UMA FRASE PARA PENSAR
Fale em jangada que eu sei que é uma madeira que bóia.

UM PENSAMENTO PARA ENTENDER
Nós nunca nos acostumamos com o Egito. Nós nunca sentimos que pertencíamos àquele lugar.
“Eles são os patrões e nós os escravos e assim é.” Então quando Moshé veio e nos disse que sairíamos, acreditamos nele.
Todos têm seu Egito. Você deve saber quem você é e quais são suas limitações. Mas D’us o livre de se contentar com isso. A alma não conhece limites.

UMA HISTÓRIA PARA VIVER
Pessach celebra o nascimento do povo judeu.
No Egito, os judeus eram como um feto no ventre de sua mãe, quase completamente inconscientes de sua verdadeira identidade. E o Êxodo foi comparado a um milagre, “nascimento” espiritual: os judeus saíram do seu estado fetal à consciência total.
(Devemos experimentar esta re-nascimento a cada dia.)

Mas, à primeira vista isso não dá para entender, o que é tão especial ou milagroso sobre o nascimento? Nascimento não é nada mais do que revelar o bebê escondido.

O verdadeiro milagre é o desenvolvimento da semente em um feto dentro do útero antes do nascimento. Assim também, os judeus antes de saíram do Egito eram basicamente um povo livre: D’us tinha destruído e totalmente derrotado os egípcios com as dez pragas. Sair era, aparentemente, de importância secundária.

Então, por que fazer uma grande festa ao deixar o Egito?

Para entender isso aqui está uma história.

Era Pessach em Brooklyn, Nova York em 1952; dois anos após o falecimento do sexto Rebe de Lubavitch, Rabino Yosef Yitschac Shneerson, e um ano depois de seu genro e sucessor, o Rabino Menachem Mendel Shneerson, assumir a liderança.

Agora ele estava falando em uma reunião chassídica grande chamada de ‘Farbrenguen’.

No início da noite, no auge das festividades chassídicas, um chassid de nome rabino Berel Junik, veio até o Rebe e gritou um pedido desesperado e alto por causa do barulho.

“Por favor, dê um pedaço de Matzá para o meu irmão”
O irmão de Berel tinha sido capturado quatro anos antes, pela segunda vez, tentando escapar da Rússia de Stalin, com documentos falsos. Na primeira vez que ele foi preso por um ano, mas desta vez não mostraram misericórdia, e ele foi condenado à morte e depois, por alguma razão desconhecida, “baixou” a sua pena para 25 anos de prisão e mais cinco na Sibéria.
Quem sabe, ele ainda estava vivo?

As chances que um judeu pudesse sobreviver uma semana na cadeia ou alguns dias na Sibéria eram uma em um milhão; dezenas de milhões de pessoas morreram lá. Mas Berel, contra todas as probabilidades, esperava que seu irmão estivesse vivo. E estava no Brooklyn, a milhares de quilômetros de distância, pedindo Matsá para seu irmão.

O Rebe lhe entregou um pedaço grande e disse, “Envie esta matsá ao seu irmão.”

Berel mal conseguia falar, seu irmão deveria estar vivo!
Mas depois de algumas horas, quando se deu conta do que o Rebe disse, sua excitação diminuiu: Enviar Matsá a seu irmão? Para telefonar a Rússia era difícil; enviar uma carta era quase impossível, mas enviar Matsot, especialmente para um prisioneiro, era absurdo.

Berel esperou até a próxima vez que o Rebe falou publicamente, mais uma vez se aproximou dele e perguntou rapidamente. “Rebe, não consigo enviá-la. O que devo fazer?”

O Rebe respondeu. “Você pode dar a ele quando chegar aqui. E ‘aqui’ não significa necessariamente os Estados Unidos. Eu quero dizer quando ele deixar a Rússia.”

Berel estava muito feliz. Após o Farbrenguen, ele correu para casa contar a boa notícia ao seu pai e família. Seu irmão estaria livre! Mas um ano passou, em seguida, mais um ano e a família estava ficando nervosa, seu pai estava quase enlouquecendo. Berel decidiu então pedir esclarecimentos e mais instruções. Ele providenciou uma yechidut (audiência privada) com o Rebe para acalmar o seu pai.

O dia da yechidut chegou. Ele entrou no escritório do Rebe, fechou a porta atrás dele.

O Rebe estava lendo, sua mesa estava empilhada com cartas e outros papéis. A sala era bem iluminada mas o silêncio ensurdecedor. O Rebe olhou para cima.
“Rebe” Berel se aproximou e disse, quase em lágrimas, “Eu sei que você disse que meu irmão iria sair da Sibéria e isso nos deu um grande incentivo. Mas já tem mais de dois anos desde então. Meu pai me pediu para perguntar se o Rebe tem uma promessa. Pode o Rebe por favor dar a sua promessa?”

O Rebe olhou para ele com estranheza e respondeu. “Por que você exige tais coisas? Meu sogro (o Rebe anterior que havia arriscado sua vida e as vidas de seus chassidim para difundir o judaísmo na Rússia comunista) superou obstáculos maiores do que esse e ele vai superar este também!”

Com estas palavras, o Rebe começou a chorar por vários minutos.
Semanas depois Berel recebeu a notícia que seu irmão havia sido inexplicavelmente liberado depois de servir “apenas” sete anos de sua sentença de 30: dois na prisão e cinco na Sibéria! Mas ele ainda não estava livre para deixar a Rússia.

Apesar de seus muitos pedidos de visto para deixar o país, o governo russo recusou. Mas as palavras do Rebe ainda ecoava nos ouvidos de Berel, “Você pode dar a ele quando ele chegar aqui. E por ‘aqui’ não significa necessariamente os Estados Unidos. Eu quero dizer quando ele deixar a Rússia.”

Dezesseis anos depois, em 1971, Berel recebeu um telefonema surpresa, era seu irmão. O governo russo tinha lhe concedido uma autorização de saída! Ele comprou uma passagem imediatamente e iria chegar ao Canadá no dia seguinte!

Ele chegou em Chol Hamoed Pessach quase exatamente dezenove anos depois do dia e que o Rebe fez a sua promessa.

Não precisa dizer que obviamente Berel estava esperando por ele no aeroporto com aquele pedaço de Matzá que o Rebe lhe deu e que estava guardando por dezenove anos apenas para esta ocasião. Ele e seu irmão foram para casa e fizeram uma refeição festiva celebrando a fé e a liberdade.

Isto responde às nossas perguntas: a única coisa verdadeira sobre o nascimento é a revelação.

É verdade, o feto está completo antes do nascimento, assim como o irmão de Berel estava completo antes que deixar a Rússia. Mas há um mundo de diferença entre o potencial e o real. Quando o irmão de Berel de verdade deixou a Rússia houve muita alegria.

E assim é o oposto: as idéias que muitas vezes são bonitas, filosofias e religiões que parecem tão boas no papel, podem resultar em assassinato e destruição quando revelada.

As guerras mundiais perpetradas pela Alemanha culta, a exterminação de ‘povos’ pelo comunismo do povo, inquisições da Igreja misericordiosa e o anti-semitismo da ONU “objetiva” são alguns exemplos.

Porque tudo na teoria pode ser perfeito e harmonioso, os problemas começam quando as coisas são reveladas. (De fato, o Shulchan Aruch começa com “Não tenha vergonha quando as pessoas zombarem dos seus feitos”)

Isso é o que celebramos em Pessach: revelação! Neste caso, a revelação do significado, do bom e a bênção para toda a humanidade.

TENHA UM DIA MUITO BOM, SAUDÁVEL E PRÓSPERO, PESSACH CASHER VESAMEACH E SHABAT SHALOM!

MASHIACH PARA NOS REDIMIR
“Eu vou tirá-los sob o jugo do Egito, e Eu vou tirá-los da escravidão deles, e Eu vou redimi=los com um braço erguido, e Eu vou pegá-los com uma nação para Mim… E eu vou levá-los a terra…” (Exodus6:6-8)
Esse verso cita cinco expressões de redenção.
As quarto primeiras se relacionam ao exílio Egipcio e aos três exilios subsequentes. E a quinta “Eu vou levá-los…” está conectada a um nível adicional de ascenção, que vai acontecer a seguir da redenção inicial de Mashiach.
Rebbe de Lubavitch

LEIS E COSTUMES PARA OBSERVAR
O primeiro Seder de Pessach será na Sexta à noite, 6/abril/12
e o segundo Seder será no Sábado à noite, 7/abril/12.
Em Pessach, além de não comer Chamêts (levedado), a Torá fala: “Por sete dias chamêts não deverá ser encontrado em suas casas.”
Portanto, também é proibido para um judeu possuir chamêts durante Pessach (e parte do dia antes de Pessach), não importando onde o chamêts esteja, se na sua casa ou noutro lugar. Como resultado, nós temos que nos preocupar em nos livrarmos de todo o chamêts antes de Pessach. Por causa disso, nós fazemos a “Mechirat Chamêts” – “Venda de chamêts” e a “Bedikat Chamêts” – “Procura de chamêts”.

Venda do Chamêts
Qualquer chamêts que nós pretendemos manter até depois de Pessach (garrafa de whisky, etc.), precisa ser vendido para alguém que não seja judeu. Portanto, o chamêts não nos pertencerá e não teremos posse sobre ele durante Pessach. Vender o chamêts é um assunto sério. Existem muitas questões legais nessa venda, que são intrincadas e, portanto, deve ser feita por um rabino. O rabino age como nosso agente seja para vender o chamêts para alguém que não é judeu antes de Pessach, quanto para comprar de volta depois que Pessach acaba. Todo chamêts e utensílios de chamêts devem ser separados durante Pessach. A área de armazenagem desse material deve ser trancada ou selada com uma fita e essa área deve ser alugada para alguém que não é judeu.

Chamêts que não é vendido e permanece de posse de um judeu durante Pessach não pode ser usado, comido, comprado ou vendido depois de Pessach.
Assegurem-se de vender o seu chamêts por meio dos seus rabinos, assim que possível.

QUINTA 5/ABR
Busca do Chamêts após 18:30Hs

Procurando o chamêts: Depois de limpar bem a casa de todo chamêts, nós fazemos a “Bedikat Chamêts”. Nós falamos a seguinte benção:

“Baruch atá Ado-nai Elô-henu melech haolám, asher kideshánu bemitsvotav vetsivánu al biur chamêts”

(“Bendito és Tu, ó Senhor, nosso D-us, Rei do universo, que nos santificou com Seus Mandamentos e nos ordenou exterminar o chamêts”).
Então nós procuramos pela casa nos assegurando que todo o chamêts tenha sido removido. A procura é feita com uma vela. Todo o chamêts encontrado deve ser colocado em um saco que deverá ser queimado no dia seguinte (sexta de manhã, dia 6/ABR/12). Antes das 10:53 no Rio de Janeiro, deve-se livrar de todo o chamêts que sobrou em casa sem estar vendido.

SEXTA 6/ABR (1a NOITE DE PESSACH)
Permissão para comer chamêts até 9:55Hs no Rio de Janeiro
Prepare uma vela ou chama que ficará acesa de forma segura por mais de 48 horas (Por exemplo, uma vela de Yohrzeit de 48 horas). Ela será usada para acender as velas de Yom Tov na noite de Sábado.

ACENDIMENTO DAS VELAS DE PESSACH
no Rio de Janeiro: ATÉ 17:25Hs, em S.Paulo: 17:43 Hs
Acenda as velas ATÉ o horário indicado, coloque as mãos na frente dos olhos e fale as seguintes bençãos:

- BARUCH ATÁ A-DO-NAI E-LO-HÊ-NU MELECH HAOLÁM, ASHER KIDESHÁNU BEMITSVOTÁV, VETSIVÁNU LEHADLIC NER SHEL SHABAT VESHEL YOM TOV.

- BARUCH ATÁ A-DO-NAI, E-LO-HÊ-NU MÉLECH HAOLÁM, SHEHECHEYÁNU VEKIYEMÁNU VEHIGUIÁNU LIZMAN HAZÉ.

SÁBADO 7/ABR (2a NOITE DE PESSACH)
ACENDIMENTO DAS VELAS DE PESSACH
no Rio de Janeiro: APÓS 18:16Hs, em S.Paulo: 18:33 Hs
Acenda as velas só após o horário indicado. Acenda as velas a partir de uma chama pré-existente*, coloque as mãos na frente dos olhos e fale as seguintes bençãos:

- BARUCH ATÁ A-DO-NAI E-LO-HÊ-NU MELECH HAOLÁM, ASHER KIDESHÁNU BEMITSVOTÁV, VETSIVÁNU LEHADLIC NER SHEL YOM TOV.
- BARUCH ATÁ A-DO-NAI, E-LO-HÊ-NU MÉLECH HAOLÁM, SHEHECHEYÁNU VEKIYEMÁNU VEHIGUIÁNU LIZMAN HAZÉ.

*Uma chama pré-existente é uma chama ardendo continuamente desde antes do pôr do sol do início do Shabat, como uma chama piloto, de gás ou de vela.

Inicia-se a Contagem do Omer (SEFIRAT HAOMER) a partir dessa noite, até SHAVUOT (veja tabela abaixo).

É IMPORTANTE SABER O QUE É:

CHAMETS — Em Pessach, a Torá nos proíbe possuir, consumir ou tirar proveito de produtos comestíveis à base de grãos fermentados (chamets) de qualquer um dos cinco principais cereais (trigo, cevada, centeio, aveia e espelta) ou de seus derivados, mesmo em quantidade mínima. Exemplos de alimentos chamets: pães, bolos, biscoitos, macarrão, cerveja, destilados, vodca, uísque, licores, etc.
A casa deve ser limpa por completo e qualquer vestígio de chamets, inclusive migalhas, removidos antes da véspera de Pessach.

BUSCA DO CHAMÊTS [BEDICÁT CHAMETS] — [Quinta 5 de abril à noite] É costume colocar 10 pedacinhos de pão duro embrulhados em papel nas diversas dependências da casa pouco tempo antes da BEDICÁT CHAMÊTS, com a finalidade de que quem a realiza, os encontre. Antes de iniciar a BEDICÁ, diz-se a seguinte benção:
BARUCH ATÁ ADONAI ELOHEINU MELECH HAOLAM ASHER KIDESHANU BEMITSVOTÁV VETSIVANU AL BIÚR CHAMÊTS.
Deve-se inspecionar com a luz de uma vela em todos os lugares onde possa haver CHAMÊTS escondido. Após a inspeção, deve-se dizer: Todo o fermento e tudo o que for levedado que esteja em minha posse, o que não vi e não eliminei e do qual não saiba, que seja anulado e sem dono, como o pó da terra.

CONTAGEM DO OMER
SEMANA UM: CHESSED (Bondade- Benevolência)
O amor é o mais poderoso e necessário componente da vida. É a origem e fundação de todas as interações humanas. É, ao mesmo tempo, dar e receber. Ele nos permite alcançar acima e além de nós mesmos; experimentar outra pessoa e deixar que ela nos experimente. É a ferramenta através da qual nós experimentamos a maior realidade – D’us.
O amor é transcendência.

Na próxima Terça à noite (19/abr), começa a contagem do Omer, e será o primeiro dia do Omer.
(Para cumprir a mitsvá de contagem do omer, fale durante esse dia ou na quarta durante o dia até 17:30, “HOJE É O PRIMEIRO DIA DO OMER” e/ou “HAIOM IOM ECHAD LAOMER”)
Esse dia representa “Chessed da Chessed” (amor na bondade)

Durante essa semana, siga essa lista para cumprir uma mitsvá por dia!
Basta dizer a frase da contagem em hebraico (ou português), até as 17:30 de cada dia, o exercício é opcional…

Domingo 8/abr
“HOJE É O PRIMEIRO DIA DO OMER”
“HAIOM IOM ECHAD LAOMER”
“Chessed da Chessed” (Amor na Bondade)
Encontre um novo modo de expressar seu amor por alguém querido

Segunda 9/ abr
“HOJE É O SEGUNDO DIA DO OMER”
“HAIOM SHNEI IAMIM LAOMER”
“Guevurá da Chessed” (Disciplina da Bondade)
Ajude os outros nos termos deles… não nos seus. Se esforce de acordo com as necessidades específicas deles

Terça 10/ abr
“HOJE É O TERCEIRO DIA DO OMER”
“HAIOM SHLOSHÁ IAMIM LAOMER”
“Tiferet da Chessed” (Compa- ixão da Bondade)
Ofereça ajuda a um estranho

Quarta 11/ abr
“HOJE É O QUARTO DIA DO OMER”
“HAIOM ARBAÁ IAMIM LAOMER”
“Netsach da Chessed” (Resistência da Bondade)
Reafirme a constância do seu amor a alguém que você ama

Domingo 12/ abr
“HOJE É O QUINTO DIA DO OMER”
“HAIOM CHAMISHÁ IAMIM LAOMER”
“Hod da Chessed” (Humildade da Bondade)
Engula seu orgulho e se reconcilie com alguém que você ama e tenha tido uma discussão

Sexta 13/ abr
“HOJE É O SEXTO DIA DO OMER”
“HAIOM SHISHÁ IAMIM LAOMER”
“Yessod da Chessed” (Vínculo da Bondade)
Comece a construir algo construtivo junto com alguém a quem você ama

Sábado 14/ abr
“HOJE SÃO SETE DIAS QUE É UMA SEMANA DO OMER”
“HAIOM SHIVÁ IAMIM SHEHEM SHAVUA ECHAD LAOMER”
“Malchut da Chessed” (Nobreza da Bondade)
Destaque um aspecto no seu amor que animou seu espírito e enriqueceu sua vida… e celebre!
________

Horário de acendimento das velas de Shabat
[dia 6/ABR/2012– 7 Nissan 5772]
Acenda as velas somente antes do horário indicado. Coloque as mãos na frente dos olhos e fale a seguinte benção:

Baruch Atá A-Do-Nai E-Lo-Hê-Nu Melech Haolám, Asher Kideshánu Bemitsvotav, Vetsivánu Lehadlic Ner Shel Shabat Kodesh

No Rio de Janeiro: 17:25Hs e em S. Paulo: 17:43Hs; JERUSALEM: 17:22Hs TEL AVIV: 17:42Hs

Parashat Tsav [5772]

UMA FRASE PARA PENSAR
Um pouco de luz dissipa muita escuridão
Temurah 9a-b

UM PENSAMENTO PARA ENTENDER
A vida não conta histórias. As pessoas sim.
A vida não propicia nada além de matéria prima. Bruta o suficiente para que possamos olhar para trás e construir pelo menos duas versões de nossa própria biografia: uma na prisão, a outra no palácio.
Essa é a maior bondade que o Dono da Vida nos deu: Ele colocou Sua própria caneta em nossas mãos, para que possamos apreciar a dignidade de um palácio construído com nosso próprio design.

UMA HISTÓRIA PARA VIVER
Estamos justamente na época entre Purim e Pessach. Essas duas festas estão conectadas por vários motivos.
Purim é sempre um mês antes de Pessach, mesmo quando temos dois meses Adar no calendário.
Esta incrível história também conecta as duas festas.
Ela é contada anualmente pelo Rebe Yosef Meir de Spinka, após o Seder na segunda noite de Pessach:

Uma vez, no segundo Seder à noite, depois de terminar toda o hagadá e músicas, um jovem ainda não estava cansado ao ponto de querer deitar-se.
Então entrou um pensamento em sua mente que, como está escrito que o perverso Haman foi enforcado no segundo dia de Pessach, seria apropriado ler agora a Meguilá (Livro de Ester).
Ele decidiu fazê-lo.
Ao terminar a leitura, de repente, uma alma, de uma pessoa falecida, lhe apareceu.

“O que você quer de mim?”, o jovem perguntou.
A pobre alma explicou:
Há almas que, mesmo depois de julgadas e receber o seu castigo, ainda são incapazes de entrar no Jardim do Éden até que tenham algum mérito especial. No entanto, existe uma oportunidade no ano quando elas podem entrar. Esse momento é em Purim, durante a leitura da da Meguilá. Muitos meses antes de Purim, já existe uma linha de dezenas de milhares de almas que esperam que os portões sejam abertos. Ainda assim, a duração da leitura da Meguilá é de apenas duas ou três horas. Quem consegue entrar alcança seu lugar, mas o resto tem que esperar até o ano seguinte. Todo ano, eu também entro na fila mas, por causa da grande aglomeração, o tempo acaba e as portas são fechadas novamente antes que eu possa entrar.

Este ano, eu decidi não sair do portão,
eu iria esperar lá até Purim do próximo ano.

Mas, depois de pouco tempo… um mês, de repente ouvi a Meguilá sendo lida, na noite de Pessach! Eu bati na porta do Gan Éden, até que o guardião da porta saiu e me perguntou por que eu estava batendo na porta. Eu lhe disse que tinha ouvido a Meguilá. Eu pedi: ‘por favor deixe-me entrar’ Ele disse, é verdade, alguém está lendo a Meguilá , mas agora não é o momento de ler a Meguilá. Eu disse: ‘Se a Meguilá está sendo lida, você deve me deixar entrar!’
Em meio a essa disputa, um membro da corte celestial saiu e perguntou o que estávamos discutindo. Ele ouviu nossas explicações e concordou com o guarda que agora não era o momento para a leitura da Meguilá. Mas ele também disse que se eu fosse até aquele jovem que estava lendo a Meguilá, e ele decidisse que eu poderia entrar no Gan Éden, então eu seria permitido.

Então o jovem concedeu o tão sonhado acesso daquela alma ao Gan Éden.

Um chassid veterano de Spinker gosta de salientar que sempre que o Rebe Yosef Meir conta uma história sobre um dos tsadikim, ele toma o cuidado de incluir todos os detalhes envolvidos e, especialmente, o nome do tsadic da referida história.
Portanto, se todo ano ele essa história sem dizer o nome desse jovem, só pode ser ele mesmo o protagonista da história!
~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~

Nota biográfica: Rabi Yosef Meir (ben Rabi Shmuel Tzvi) Weiss (18 Adar 1838-6 Iyar 1909), foi fundador da dinastia Spinker. Ele teve contato com vários mestres chassídicos de Belz, Vishnitz, Ziditshov e Sanz, e estudou com vários sábios rabínicos proeminentes em sua Hungria natal. Em 1876 ele se tornou um Rebe e acabou atraindo muitos milhares de seguidores, incluindo proeminentes estudiosos da Torá. Ele é autor de vários livros importantes, dos quais o mais conhecido é Imrei Yosef sobre a Torá e as festas. Ele também era um famoso milagreiro. Depois de muitas décadas enterrado num cemitério fora de Israel, seus restos mortais foram levados para Israel em 1972 e reenterrados em Petach Tikvá, seu corpo estava completamente intacto!

TENHA UM DIA MUITO BOM, SAUDÁVEL E PRÓSPERO, E SHABAT SHALOM!

MASHIACH PARA NOS REDIMIR
Quando D’us ordenou Moshé sobre as doações da moeda de meio shekel, Ele mostrou uma moeda de fogo e disse, “você deve dar Isto”. D”us também usa o fogo para reconstruir o Templo Sagrado and proteger Jerusalem, como está escrito “Eu vou rodear (Jerusale) como um muro de fogo, disse D”us.” (Zechariah 2:9)
Baseado em Rashi, Exôdo 30:13

A PARASHÁ DA SEMANA EM ALGUMAS LINHAS
Parashat Tsav
Nessa Parashá, a Torá ensina a Aharon e a seus filhos as leis adicionais relativas ao serviço dos Cohanim. Contam-se os detalhes da cerimônia de inauguração do Mishcan com seus utensílios, por Aharon e seus filhos.

Horário de acendimento das velas de Shabat
[dia 30/MAR/2011– 7 Nissan 5772] JÁ ACABOU O HORÁRIO DE VERÃO NO BRASIL!!
Acenda as velas somente antes do horário indicado. Coloque as mãos na frente dos olhos e fale a seguinte benção:

Baruch Atá A-Do-Nai E-Lo-Hê-Nu Melech Haolám, Asher Kideshánu Bemitsvotav, Vetsivánu Lehadlic Ner Shel Shabat Kodesh

No Rio de Janeiro: 17:34Hs e em S. Paulo: 17:49Hs; JERUSALEM: 17:17Hs TEL AVIV: 17:37Hs

OS SAGRADOS DE TOULOUSE

O mundo em geral e a França em particular estão em comoção pelo brutal assassinato de 3 crianças judias (Myriam Monsonego de 7 anos, Arieh Sandler de 5 anos e Gabriel Sandler de apenas 4 anos) e o pai, professor e Rabino Jonathan Sandler de 30 anos – em Toulouse, no último dia 19 de março de 2012.

Para os judeus no mundo inteiro a dor é tão intensa e forte como se fosse os próprios filhos e irmãos! Não tem um judeu que não teve lágrimas nos olhos e um aperto no coração ao ver as imagens da linda Myriam ou dos amigos se abraçando ao saber da trágica notícia.

Não importa onde um judeu viva, ele está unido e conectado com outro judeu noutra parte do mundo. São laços de sangue, são laços de família.

Essa união do povo que vemos em qualquer situação, inclusive nesta época que estamos vivendo: entre Purim e Pessach, perto do aniversário do Rebe de Lubavitch (no dia 11 de Nissan) e o fato que aconteceu na França, lembram uma outra história: (publicada no livro Sipurei shel Chag de Menachem Ziguelboim)

Poucos conhecem a história impressionante e especial sobre as circunstâncias da morte do ‘tsorer’ francês Georges Pompidou.

Foi na época da Guerra do Yom Kipur em 1973.
O exército egípcio e sírio atacaram repentinamente a Terra de Israel. Foi feito um recrutamento emergencial e rápido no próprio dia do Perdão em que praticamente o povo inteiro estava nas sinagogas de jejum e rezando. O exército de Israel foi pego despreparado e as perdas logo no início da guerra foram pesadas para os soldados israelenses.

Piorando a situação, faltavam armamento e munição para o exército israelense. Os depósitos não estavam estocados e os poucos equipamentos estavam sem uso e alguns até mesmo quebrados e sem conserto.

O estado de Israel, que tinha um pacto com o estado da França, se voltou rapidamente para o presidente francês, Georges Pompidou, e pediu ajuda com o fornecimento imediato de armas e munição para a defesa de Israel ao ataque cruel e traiçoeiro. Pompidou não só deixou de atender a súplica de Israel como decretou um embargo de fornecimento de armamentos a Israel!!!
Na realidade não foi nenhuma novidade de sua parte, pois já tinha se mostrado um grande anti-semita quando era o chefe do governo durante o mandato do presidente De Gaulle.

No entanto, os judeus da França se reuniram em frente à sede do governo francês contra a lei do embargo lançada pelo presidente.

Quando Pompidou percebeu o sentimento de união e solidariedade dos judeus franceses com os judeus israelenses, declarou: “Se querem que eu reconheça vocês como judeus franceses, vocês não devem se meter com o que acontece em Israel!”

Numa das reuniões chassidicas na época de Purim em 1974, o Rebe de Lubavitch começou a falar de repente de modo revelado e forte:
“O perverso Haman na sua época expressou que ‘tem UM povo espalhado e disperso entre os povos’ mas, embora o próprio Haman tivesse chamado o povo de espalhado e disperso, mesmo assim reconheceu que o povo judeu é UM povo só!”

Então o Rebe citou a declaração discriminatória de Pompidou que um judeu fora de Israel não tem ligação com um judeu que mora em Israel, dizendo que Pompidou era pior que o perverso Haman!!!

Menos de um mês depois desse discurso do Rebe de Lubavitch, no dia de seu aniversário em 11 de Nissan de 5734 ( 2 de abril de 1974), foi informada na França a morte repentina do presidente francês Georges Pompidou, que já estava doente muito antes disso, mas não demonstrava sinais que morreria logo.

Cada judeu, mais do que os outros povos, deve reconhecer que faz parte de UM povo que, embora espalhado e disperso entre as nações, continua conectado e unido, e que cada boa ação que um judeu faz numa parte do mundo pode fazer com que a balança do mundo vire para o lado positivo e que o mundo todo alcance muito em breve a paz eterna sem ódio e guerra, em que os lobos conviverão com o carneiro em harmonia.

Os ciclos da História se repetem. Nós estamos próximos a Pessach, quando cantamos a música ‘Vehi Sheamdah’.

Não só já sabemos do final, mas veremos claramente com nosso olhos: HaKadosh Baruch Hu, o Sagrado Bendito Seja, HaShem, protege e está sempre junto!

PS:

A propósito, o sobrenome do assassino de Toulouse: Mohammed Merah (Y”S) em hebraico quer dizer: ‘do Mal’! (merah)

O menino Gavriel teve seu nome como homenagem ao Sheliach de Chabad, Rabino Gavriel Holzberg (z”l) que também foi assassinado cruelmente em Mumbai.

Rabino Yossef Zukin, Rio de Janeiro, Brasil